
St. Madness – “Bloodlustcapades” (2018)
Nasty Prick Records
#HeavyMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Sacred Reich, Black Sabbath
Nota: 8,5
Formada em 1993 sob o nome de Crown of Thorns, a banda St. Madness (que alterou seu nome em 1997), completa 25 anos de carreira fazendo aquilo que sabe fazer de melhor: música pesada, intensa e cheia de personalidade. Ao longo de sua trajetória, o grupo soube como poucos explorar sua capacidade criativa, moldando seu estilo ao longo de sua carreira, sem precisar se “vender” ao sistema ou as modas que vêm e vão. Após a estréia em 1998 com “God Bless America”, a banda capitaneada por Prophet (vocal), chega agora ao seu 11º primeiro trabalho, trazendo 14 faixas do mais puro e característico Heavy Metal, com traços de Thrash e até mesmo de Groove Metal, que também, não chega a ser nenhuma novidade para os que acompanham o trabalho do grupo ao longo dessas duas décadas e meia.
“Bloodlustcapades” traz aquilo que todo fã espera da banda. Se por um lado não temos nenhuma grande novidade, por outro temos uma pegada bem atual, o que deixa claro que a banda não parou no tempo. Amparado por uma produção que soube deixar a sonoridade da banda pesada como ela deve ser, o álbum mostra que o Heavy Metal corre solto nas veias do já citado Prophet (vocal), Syd Ripster (guitarra/backing vocal), Svarlet Rivers (baixo) e Big Daddy Sug (bateria). Faixas como “Folsom Prison Blues”, (de Johnny Cash e Willie Nelson), que traz aquela levada cavalgada, mas com toques de country, sem que isso soe confuso nem estranho, a “sabbathica” “Don’t Be Like The Blind”, onde Prophet encarna o espírito do velho madman Ozzy, deixando que Syd Ripster expresse toda a sua influência do mestre Tony Iommi, assim como em “Arrogance of a Man”, onde o guitarrista se destaca.
“Walk Your Own Path” com seus 9 minutos, mostra novamente que o grupo pouco se importa com padrões e deixa toda sua veia melódica aflorar, principalmente na hora do solo. Já a faixa título capricha no peso, chegando a lembrar em alguns momentos (mas de forma sutil, que fique claro) o Machine Head. Ainda podemos destacar a versão nbem pessoal de “Can’t Help Falling in Love With You”, consagrada na voz do Rei do rock, Elvis Presley, bem como o groove animal de “King of the Damn World”.
Resumindo, o St Madness continua sendo a banda que sempre foi. Pesada, com personalidade forte e dona de muito talento. Se você já conhece o trabalho do grupo, pode ir sem medo nenhum. Se não conhece, bem, está mais do que na hora de conhecer uma das bandas mais legais surgidas lá nos anos 90!
Sergiomar Menezes





