Steel Fox – “Red Snow” (2021)

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Steel Fox“Red Snow” (2021)
STF Records
#PowerMetal, #HeavyMetal, #SpeedMetal

Para fãs de: Blind Guardian, Manowar, Gamma Ray

Nota: 10

A tarefa de resenhar um álbum nem sempre é algo completamente agradável, pois as vezes vemos artistas odiosos e prepotentes que adoraríamos meter o pau no seu trabalho. Mas aí, aparecem obras magníficas e temos que exercer o profissionalismo e a imparcialidade da forma correta. Outras vezes, pegamos trabalhos honestos, de pessoas bacanas e esforçadas, mas não é bom o suficiente e você meio que se sente um babaca “detonando” algo feito com muito suor e paixão, mesmo sendo honestos em mostrar nossa sincera opinião.

Mas, de vez em quando, temos gratas surpresas como este estupendo disco do Steel Fox. Oriundos de Fortaleza, essa banda surge de forma discreta, certamente, com aquele que estará na minha lista de melhores álbuns de 2021, “Red Snow”.

O Steel Fox faz um Power Metal pesado, rápido, honesto e com melodias muito boas que nos remetem aos clássicos do estilo. Tudo isso com muita personalidade! O vocal de Robson Alves é incrível, numa mistura de Eric Adams (Manowar) com Messiah Marcolin (ex-Candlemass), 0 que para mim é o grande destaque do trabalho.

Começando pela capa (mais um incrível trabalho de Alcides Burns), o álbum é extremamente coeso e bem feito. A produção de André Noronha evidencia a pegada pesada do grupo, onde se destacam os timbres das guitarras de Tiago Rezakk e Daniel Camelo. O disco tem 10 faixas, com pouco mais de 40 minutos de música. E o recado é dado com sobras neste tempo, acredite. O som da banda passeia entre o Speed Metal que os alemães do Blind Guardian faziam em seus primeiros discos, levadas arrastadas e refrões épicos que lembram (novamente) Manowar e um pouco de Candlemass, até levadas melodiosas que soam mais tradicionais, como Iron Maiden.

“Dreams of The Innocent” abre o álbum com uma levada Speed, com pedal duplo à toda e muita melodia, além de ótimas mudanças de andamentos e variações. Com um riffão na cara, “Blades of Revenge” segue como mais um power rápido com muita influência de Blind Guardian, principalmente nos riffs e levadas de bateria. Daí vamos para “Requiem For a Murderer”, que tem um clipe simples, porém eficiente. Essa tem um ar mais épico, com um quê de Iron Maiden, para logo cair numa levada matadora que fará sua cabeça bater instintivamente. Destaque para o trecho arrastado ao meio, com solos incríveis e muita melodia. “Hellish March” já tem um andamento mais tradicional, sempre com a melodia das guitarras aliadas a riffs pesadíssimos. Aqui Robson simplesmente encarna Eric Adams e detona tudo com linhas vocais épicas. Na faixa título, a banda retorna com o speed e riffs criativos evitando que as músicas se pareçam em demasia entre si, infelizmente algo recorrente no estilo. Bom refrão, deve funcionar bem ao vivo. Em “Raging Tides”, outra com andamento mais cadenciado, Robson entrega uma das melhores performances do disco escorada no instrumental coeso. Ao início de “The Man Without King”, o riff lembra algo de Gamma Ray e é uma música e melodias memoráveis. Detalhe para os duelos de solos no meio, com melodia e virtuosismo na medida certa. “City of Hell” tem uma levada mid-tempo com mais um refrão bem melodioso e grudento. Uma ouvida e você já sai cantando. Fico imaginando essas músicas ao vivo. A velocidade e os bumbos à velocidade da luz retornam em “The Clash of Worms”, que segura a peteca e mantém o nível do álbum. E então, os riffs melodiosos de “Night People’s Curse”, última faixa do disco, e esta se torna a minha favorita por representar em totalidade o conteúdo de todo trabalho.

Meus amigos, o Steel Fox gravou um belíssimo álbum de Heavy Metal, Power Metal ou Speed Metal, seja lá como você quiser classificar, pois todas as três classificações fazem justiça. As influências da banda são gritantes, mas eles conseguem fazer uso delas e manter sua identidade, o que para mim é louvável. Não temos absolutamente nada de inovador aqui, mas a qualidade das músicas, o empenho e paixão que a banda demonstra neste álbum são contagiantes.

E com isso, nada mais é preciso. Apenas aperte o play e delicie-se com este estupendo álbum de Heavy Metal.

Thiago Barcellos

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