The Crown – “Royal Destroyer” (2021)

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The Crown“Royal Destroyer” (2021)
Metal Blade Records
#DeathMetal, #MelodicDeathMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Entombed, Cut Up, At The Gates

Nota: 8,5

Em seu décimo primeiro álbum, os suecos do The Crown mostram mais uma vez por que são um dos nomes mais conhecidos dentro do “Metal da Morte”, com o lançamento de “Royal Destroyer” pelo selo Metal Blade Records. Trazendo um som pesado, rápido e sujo, o álbum começa com o pé na porta e mantem a brutalidade em todas as canções até o final do disco.

Trabalhando bem o Death Metal Melódico, com pitadas de Thrash, a banda consegue manter o ritmo do antecessor, “Cobra Speed Venom” (2018), sem soar preguiçosa, com os guitarristas Robin Sörqvist e Marko Tervonen esbanjando melodia, riffs pesados, complexos e avassaladores. Já a cozinha trabalha de forma precisa, com o baterista Henrik Axelsson soando como uma metralhadora em músicas como “Baptized in Violence” e “Devoid of Light”, e com o baixo de Magnus Olsfelt, que junto ao baterista forma uma dupla concisa que segura bem à pancadaria feita pelo The Crown. A capa também chama a atenção com um desenho poderoso, trazendo destruição e evocando o som matador do grupo.

A já citada ”Baptized in Violence” é a mais curta do disco, e uma da melhores. A velocidade e agressividade da faixa mostram ao que a banda veio, abrindo caminho para o restante das músicas. “Devoid of Light” traz um início mais lento e depois de 1m20s ela volta para a destruição, que é finalizada com um solo de guitarra frenético.

“Let The Hammering Begin!” tem todos os elementos como o peso e os riffs, adicionando os vocais de Johan Lindstrand, que por muitas vezes parece sofrer influência de David Vincent (Morbid Angel), transforma a música em um épico que, segundo a banda, é um tributo ao saudoso guitarrista do Slayer, Jeff Hanneman.

Com a pegada do metal sueco, influências de Entombed e Morbid Angel (pela complexidade dos riffs e os vocais), o disco conta uma produção excelente. A banda se reuniu com o produtor Fredrik Nordström, que já produziu álbuns de bandas como At The Gates, Arch Enemy e In Flames, e mesmo com um atraso por conta da pandemia, o profissionalismo para produzir esse trabalho forte e marcante se manteve.

Já conhecendo o trabalho anterior a esse, é importante notar e elogiar a evolução da banda. Indicado a todos os fãs de um bom Death Metal com peso e melodia na medida exata.

Lucas David

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