The Defiants – “Drive” (2023)
Frontiers Music
#HardRock #MelodicRock #AOR
Para fãs de: Danger Danger, Def Leppard, Bon Jovi, Firehouse
Nota: 10
Para quem não conhece, ¾ do The Defiants é composto por (ex-)membros do Danger Danger (Paul Laine (vocal/guitarra), Bruno Ravel (baixo) e Rob Marcello na guitarra) e conta com Van Romaine (Vinnie Moore, Steve Morse Band) na bateria.
Desde o início eles vêm mantendo a chama da banda anterior acesa com todos os ingredientes dos grandes dias do Hard Rock dos anos 80 e, agora, em seu terceiro álbum “Drive”, eles elevam o sarrafo com canções elaboradas primorosamente que transbordam melodia e emoção.
Laine está em grande forma e desfila talento em uma montanha russa de vocais e sentimentos, enquanto Ravel, Marcello e Romaine criam grooves vigorosos, ritmos vertiginosos, riffs ardentes, solos energéticos e refrãos cativantes.
A Frontiers acertou precisamente ao deixar produção e composição a cargo de Ravel e Marcello. Eles as vestem de coesão e qualidade as transformando no quinto componente da banda em um incrível álbum em que até a sequência das músicas foi um tiro certeiro.
O álbum é avassalador, infeccioso e atinge o topo da escala Richter do início ao fim. Seja na estrondosa “Hey Life”, na impactante “Go Big Or Go Home”, na absurda “Against The Grain”, na sutileza de “Miracle”, na dangerdangeriana “19 Summertime”, uma das melhores músicas que nunca foram lançadas nos anos 80, na bonjoviana “What Are We Waiting For”, na magia de “Another Time, Another Place”, na insana “So Good”, na deliciosa “Love Doesn’t Live Here Anymore”, na monumental “The Night To Remember” ou na impressionante “Nothing’s Gonna Stop Me Now”. Resumo da ópera: não há erros ou tropeços e sim uma profusão de canções ridiculamente contagiosas e magníficas.
“Drive”, não reinventa a roda, mas repagina toda a essência dos anos 80 para os dias atuais e é a personificação de um álbum genial, impecável e extremamente viciante. Definitivamente um seríssimo concorrente a álbum do ano!
João Paulo Gomes




