The Divided Line – “Paramnesia” (2018)

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The Divided Line
 
“Paramnesia” (2018)

Independente
#AlternativeMetal#ArtRock#ProgressiveMetal

Para fãs de: ToolIncubusNine Inch Nails

Nota: 9,0

Inspirado por nomes como Maynard James Keenan e Mike Einziger, o guitarrista Blair Ryan Barton começou a escrever músicas próprias. Seu amigo de longa data, Reza Shaffaf, comprou a ideia, assumindo o baixo e acumulando a função de contato para shows e porta-voz para assuntos de imprensa. Em fevereiro de 2009, o The Divided Line saiu do papel e não tardou a começar a fazer alvoroço na cena de Toronto. De lá para cá, já foram cinco álbuns de estúdio, incluindo este “Paramnesia”, que, apesar de já estar disponível nas plataformas digitais, ao que tudo indica será lançado em formato físico no ano que vem.

O press-release promete grooves intensos e sons atmosféricos, mas a verdade é que a banda não se prende somente a esses que são os traços sonoros mais marcantes de bandas como o Tool e o Incubus, nomes que o quarteto inclui entre suas principais referências. A complexidade musical — alardeada sobretudo pelas texturas e estruturas fora do comum — entra em campo com uma forte inclinação comercial, com refrães que não fariam feio nas paradas rock de hoje em dia.

Uma vasta biblioteca de timbres, herança do progressivo que devem ter crescido ouvindo por tabela com os pais, também marca presença. Repare nos teclados em “Breathe”, sinta o baixo pulsante em “Déjà Vu”, perceba cada nuance da bateria em “Sync Wave”… mas, principalmente, ouça “Paramnesia” tendo em mente que o rock é uma força mutável, que aglutina, incorpora e se permite transformar. Se é verdade que movimento gera movimento, já está na hora de o universo contribuir para que o sucesso do TDL deixe de ser apenas local.

Marcelo Vieira

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