
Banda Principal: Therion
Banda de Abertura: The Devil, Cellar Darling
Local: Teatro Rival, Rio de Janeiro/RJ
Data: 12/05/2018
Produção: EV7 Live
Texto por Luiz Mallet
Fotos por Gustavo Maiato
Na sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro, o Therion vem carregando uma grande ansiedade por parte dos fãs e não vem sozinho: traz consigo dois atos de abertura. O primeiro é o The Devil e o segundo, Cellar Darling, ambos também inéditos por estas terras. O cast robusto não condizia com os horários dos shows, que infelizmente começaram bem tarde, embora esse não seja de fato um problema. Como ponto positivo, os horários foram cumpridos à risca e, embora esteja se tornando um item corriqueiro nos shows do Rio de Janeiro, sempre é um ponto positivo e a se destacar na produção.
O The Devil subiu ao palco perto de 20h30. O sexteto britânico, embora tenha uma proposta interessante, ao vivo não funciona tão bem, pois seu som atmosférico é bastante reto e, como é focado em uma orientação instrumental, muitos momentos ficam parecidos. A trilha sonora é embalada com excertos de algumas passagens importantes da história humana, que pertencem ao único álbum da banda, o homônimo de 2012. Músicas como Universe e Akashic Enlightnement chamam atenção, mas esperamos que o próximo lançamento tenha uma musicalidade mais diversa, para que o show seja mais intenso, já que a intenção já é promissora.
Às 21h45, o Cellar Darling subiu ao palco do Teatro Rival. O grupo foi formado pelo trio Anna Murphy, Merlin Sutter e Ivo Henzi, que eram pertencentes anteriormente ao grupo Eluveitie, precursor de uma nova onda de Folk Metal, na qual elementos mais modernos são integrados ao som característico do estilo. Em muitos momentos, a banda bebe das águas da sua antecessora, mas em alguns outros, mostra uma criatividade bem particular e alcança bons momentos, como em Avalanche e Hullaballoo. Algumas músicas mostram também que a banda sabe o que faz quando se trata do terreno do folk rock tradicional de bandas como Fejd e Faun, como é possível constatar em músicas como Six Days, na qual Anna Murphy além de executar de forma agradável suas linhas de viola de roda e flauta transversa, se apropria de uma agradável melodia vocal. Após quase uma hora de show, o Cellar Darling saiu de palco com a certeza de um show conciso e de um recado passado.
Setlist Cellar Darling
Black Moon
Hullaballoo
The Hermit
Avalanche
Six Days
Starcrusher
Redemption
Fire, Wind & Earth
Challenge
Era 23h e estava na vez do Therion ocupar o Teatro Rival. O grupo abriu com The Theme of Antichrist, assim apresentou lentamente os vocalistas Thomas Vikström, Lori Lewis e Linnea Vikström, filha de Thomas, e logo em seguida executou The Blood of Kingu e a poderosa Din, do álbum Sitra Ahra. O público ia a loucura a cada música anunciada e na primeira parte do show, especialmente Ginnungagap e An Arrow From the Sun fizeram a galera cantar de forma ensandecida como na abertura.
A apresentação teve perto de duas horas de músicas, e na parte final, músicas como The Khlysti Evangelist, Der Mitternachtlöwe e My Voyage Carries On levantaram o público e mostraram, além de todo o domínio vocal do trio de frente, a visão intrigante do guitarrista e mente criativa Christofer Johnson, que sempre faz com que o Therion soe, se não de agrado de todos, exótico e digno de se prestar a atenção.
Os suecos tiveram tempo de encerrar com o bis incrível de The Rise of Sodom and Gomorrah e To Mega Therion, que levou os fãs a loucura até o último momento. Thomas mostra que, além de um ótimo frontman, também tem o público em suas mãos e sua filha também não fica atrás, arrancando vários gritos quando se posiciona de forma principal no palco. A banda, assim, encerra perto de 1h da manhã sua apresentação que passeou por quase toda a carreira da banda, entregando assim um show digno de seus trinta anos de existência e da sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro.
O Therion, além do Cellar Darling e também o The Devil, deixaram suas primeiras impressões no Rio de Janeiro. Um já com uma estrada longa para justificar sua presença e os outros dois ainda buscando sua identidade e espaço numa cena que ao mesmo tempo que consegue ser incrível e criativa, também nos empurra muito material enlatado e reciclado. Não importa qual seja sua opinião, uma coisa é certa: shows imponentes foram mostrados ao público do Rio de Janeiro.
Setlist Therion
Theme of Antichrist
The Blood of Kingu
Din
Bring Her Home
Night Reborn
Nifelheim
Ginnungagap
Typhon
Temple of New Jerusalem
An Arrow from the Sun
Wine of Aluqah
Lemuria
Cults of the Shadow
The Khlysti Evangelist
My Voyage Carries On
The Invicible
Der Mitternachtlöwe
Son of the Staves of Time
The Rise of Sodom and Gomorrah
To Mega Therion






































