Uma aula de história com o Saxon

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Uma aula de história com o Saxon

Passados dez meses desde sua última vinda ao Brasil, limitada a uma única apresentação em São Paulo, os ingleses do Saxon retornam para um giro um pouco maior, que além de passar de novo pela capital paulista, possui datas no Rio de Janeiro (RJ) e em Porto Alegre (RS). Foi pensando nisso que elaborei a lista a seguir, com dez canções onde Biff Byford e cia. mostram que História e Heavy Metal foram feitos um para o outro, e que nada melhor do que a música para servir de meio para uma mensagem.

Por Marcelo Vieira

  1. “Dallas 1 P.M.” (1980)

A oitava e última faixa do álbum Strong Arm of the Law é sobre o assassinato de John F. Kennedy. O 35º Presidente dos Estados Unidos foi morto em 22 de novembro de 1963, por volta de 12h30 no horário local de Dallas. A maioria dos americanos, porém, só soube do assassinato quando o âncora Walter Cronkite anunciou sua morte no ar, dizendo: “President Kennedy died at 1 p.m. Central Standard Time .”

 

  1. “Crusader” (1984)

A faixa-título do sexto álbum do Saxon analisa as cruzadas — movimentos militares que partiram da Europa Ocidental em direção à Terra Santa e à cidade de Jerusalém no século XII com o intuito de conquistá-las, ocupá-las e mantê-las sob domínio cristão — do ponto de vista de um garoto, que assiste os cavaleiros e soldados, inclusive seu pai ou seus tios, partirem deixando-o em casa porque ele ainda é muito jovem para a batalha.

 

  1. “Sailing to America” (1984)

A quarta faixa de Crusader é sobre a viagem dos Peregrinos, os primeiros colonos ingleses, que se estabeleceram na Nova Inglaterra, região que veio a ser o embrião dos Estados Unidos, em 1620. Em torno do fervor de suas crenças — eram calvinistas — e de seus valores morais, foi construída a nova nação.

 

  1. “Krakatoa” (1985)

Lançada em 1985 como lado b do single Rock ‘N’ Roll Gypsy, “Krakatoa” surpreendentemente não encontrou vaga em nenhum álbum do Saxon. A música fala sobre um dos mais famosos desastres naturais de todos os tempos: a erupção do supostamente extinto Krakatoa, em 26 de agosto 1883, que matou cerca de quarenta mil pessoas nas Índias Orientais Holandesas. Acredita-se que a explosão resultante tenha sido a mais alta ouvida na história moderna.

 

  1. “S.O.S.” (1988)

A quinta e mais longa faixa de Destiny é sobre o naufrágio do RMS Titanic, ocorrido na madrugada de 15 de abril de 1912 no Atlântico Norte, quatro dias após o início da viagem inaugural do navio que partiu de Southampton, Reino Unido, com destino à cidade de Nova York. Das 2200 pessoas a bordo, apenas 705 sobreviveram.

 

  1. “Jericho Siren” (1988)

Apesar do título de origem bíblica, esta música de Destiny fala da invasão da Polônia pelas tropas de Hitler, que marcou o começo da Segunda Guerra Mundial. Um paralelo é estabelecido entre o som que derrubou as muralhas de Jericó e o ruído dos Stuka, bombardeiros utilizados pela força aérea alemã durante o conflito.

 

  1. “Red Alert” (1988)

O Saxon estava na fronteira da Rússia com a Ucrânia no dia do acidente nuclear de Chernobil. Daí a inspiração para “Red Alert”, terceira música de Destiny desta lista. De acordo com relatório da World Nuclear Association, 56 pessoas morreram em consequência do acidente.

 

  1. “Witchfinder General” (2004)

A faixa que abre Lionheart é sobre a caça às bruxas empregada por Matthew Hopkins em meados do século XVII na Inglaterra. Após estudar publicações como Demonologia, A descoberta maravilhosa das bruxas no condado de Lancaster e Um guia para os grandes jurados, o autodenominado General Caçador de Bruxas constituiu um modus operandi próprio, que essencialmente consistia em transformar insinuações em acusações formais de bruxaria e adoração ao Diabo. Entre 1645 e 1647, Hopkins executou cerca de 300 mulheres inocentes.

 

  1. “Lionheart” (2004)

A faixa que dá nome ao 16º álbum de estúdio do Saxon levou oito meses para ficar pronta. Trata-se de um perfil do Rei Ricardo I (1157-1199), também conhecido como Ricardo Coração de Leão, grande guerreiro, líder militar e também compositor.

 

  1. “The Devil’s Footprint” (2015)

Esta música, presente em Battering Ram, faz referência a um estranho episódio ocorrido em num nevado dia de fevereiro de 1855, no sudoeste da Inglaterra: um povoado local acordou uma manhã com inexplicáveis pegadas de bode na neve. Por nunca terem encontrado uma resposta, essas pessoas passaram a acreditar que estas eram as pegadas de Satanás, e desde então a história é transmitida, geração após geração, reforçando a tradição oral e folclórica daquele país.

 

Confira abaixo todas as datas do Saxon no Brasil:

13/03 – Bar Opinião, Porto Alegre, RS
15/03 – Vivo Rio, Rio de Janeiro, RJ
16/03 – Tropical Butantã, São Paulo, SP

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