Urkraft – “The True Protagonist” (2022)

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Urkraft“The True Protagonist” (2022)
Massacre Records
#DeathMetal, #MelodicDeathMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: HateSphere, The Arcane Order, Darkane

Nota: 7,0

O Urkraft é uma banda dinamarquesa que pratica um Death Metal Melódico com traços de Thrash, e após a separação da banda em 2009, eles apresentam seu segundo álbum desde a volta, em 2019, intitulado “The True Protagonist”.

O primeiro ponto de diferença entre esta nova encarnação e a antiga surge na diversidade rítmica de Richardt Olsen (bateria) que pegou as baquetas de onde Mikael Skou Jørgensen as deixou. Nos álbuns antigos (Eternal Cosmic Slaughter, The Inhuman Aberration e A Scornful Death) a banda tendia a ficar preso em um único ritmo na maioria das músicas, algo que foi atenuado agora com uma abordagem mais regular do Death Metal em alguns lugares e uma atitude geralmente mista em relação ao groove.

Em “Uforskyldte Sår” a banda mostra toda a violência e poder que tem. Cheia de blast beats, a faixa é perfeita para bater a cabeça e entrar no mosh pit, com a metade assumindo o groove já comentado acima. Thomas Strømvig faz um ótimo trabalho nos vocais, que alternam entre o gutural e o mais gritado e ajuda a manter o nível de execução alto. “I Got Blood” também tem um ritmo frenético, com um destaque para a bateria que é incansável e para a dupla Mads Gath e Thomas Birk (guitarras) que entregam um solo cheio de melodia.

“The Human Resignation” é uma faixa mais curta, e que exemplifica bem a mistura da velocidade e do groove que a banda pratica. Infelizmente, e isso acontece com muitas bandas de Melodic, o som acaba enjoando em determinado momento, mesmo com as variações presentes no álbum. Você se pegará apenas ouvindo por ouvir, sem de fato estar prestando a atenção no que é tocado e “urrado” em seus ouvidos.

“The True Protagonist” não é um álbum ruim, longe disso, mas acaba entrando em um ambiente onde outros nomes já dominam e se mostram mais fortes e interessantes. Vale a pena ouvir já que a banda trabalhou bem e deixou o disco muito bem produzido, então ser “refém” durante um tempo valerá a pena.

Lucas David

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