
Skills – “Different Worlds” (2022)
Frontiers Music
#MelodicRock, #HardRock, #MelodicHardRock
Para fãs de: Hardline, Sunstorm, Revolution Saints
Nota: 6,0
A Frontiers tem o costume de criar “supergrupos” que costumeiramente são produzidos por Alessandro Del Vecchio, que também toca e coescreve as canções, tais como: L.R.S., Three Lions, Revolution Saints, Ressurection Kings, All 4 1, Dirty Shirley, Iconic, Giant e tantos outros.
A bola da vez é o Skills com seu álbum de estreia “Different Worlds”. O projeto reúne Renan Zonta (Electric Mob, Brother Against Brother), Billy Sheehan (Mr. Big, Talas, David Lee Roth, Niacin, Sons Of Apollo, The Winnery Dogs), Brad Gillis (Night Ranger, Ozzy Osbourne, Rubicon) e David Huff (Giant, White Heart, David & The Giants).
Skills, no perfeito significado da palavra, é o que não falta a este supergrupo, mas a presença de Del Vecchio na produção e composição, além de limitar a liberdade dos compositores, deixa novamente aquela sensação de “deja vu” que tanto permeia os álbuns em que ele se envolve.
Com tudo isso eu tinha minhas razões para ser cético e imaginava não haver surpresas, inovações ou mesmo uma fuga da “fórmula frontiers”, mas, ao mesmo tempo, com os nomes envolvidos, não havia como deixar esse lançamento passar em branco.
Aqui encontramos tudo que a fábrica Frontiers é capaz de produzir: riffs galopantes, refrãos grudentos, vocais absurdos (Renan Zonta é uma força da natureza) e baladas especiais. Um rock melódico atual muito bem tocado com os anos 80 colado no retrovisor.
O petardo “Escape Machine”, a ácida “Blame It On The Night”, a bela balada “Just When I Needed You”, “Losing The Track”, “Show Me the Way” e “Hearts of Stone” são os destaques. Enquanto as duas primeiras trazem à mente os últimos álbuns do Hardline, as outras possuem ideias interessantes que se perdem ao fim da audição.
Não sei se houve falta de tempo para os músicos se envolverem nas composições ou se foram contratados apenas para tocar, mas com tanta qualidade envolvida faltou mais Billy Sheehan, faltou mais Brad Gillis. Exemplos de músicos excepcionais, relegados a alguns vislumbres de suas capacidades, que possuem tudo que falta ao álbum: identidade e personalidade.
Fica a sensação de que o resultado poderia e deveria ser bem melhor e, infelizmente, aqui, a soma de todos é menor do que o talento de cada um. Uma pena…
João Paulo Gomes









