
Vários – “Sabbath Brazil Sabbath – The Brazilian Tribute to Black Sabbath“ (2018)
Secret Service Records
#HeavyMetal, #PowerMetal, #ThrashMetal, #DeathMetal, #StonerMetal, #HardRock
Para fãs de: __________ (bandas que moldam caráter)
Nota: 10
Seguindo os padrões de qualidade do tributo anterior, “Going To Brazil – A Brazilian Tribute o Motörhead” (2017), a gravadora Secret Service Records coloca no mercado seu mais novo tributo com bandas brasileiras, dessa vez para o seminal Black Sabbath. Falar sobre a banda aqui é desnecessário, basta dizer que eles foram os caras que criaram a porra toda, os pais, avôs, os criadores do que hoje chamamos de Metal. Aceite isso e não me venha falar que foi o Led Zeppelin (tenho enorme respeito, também) pois vai arrumar encrenca comigo (risos).
O mais interessante desse CD tributo duplo (formato Digipack com um excelente trabalho gráfico à cargo de Wanderley Perna, designer gráfico e baixista do Genocídio) é que não ficou preso a uma determinada fase do quarteto de Birmingham (UK), mas sim TODAS elas, sem preconceito ou puxa-saquismo nenhum! Ponto para a gravadora, pois o que mais vemos por aí são ‘tributinhos merreca’ caça níquéis só com a fase Ozzy. Aqui temos, além da fase Ozzy Osbourne logicamente, Ronnie James Dio, Ian Gillan, Glenn Hughes e Tony Martin numa belíssima seleção tanto das faixas escolhidas (não ficando só no óbvio ou trivial!) como das 30 bandas participantes, diga-se de passagem!
Englobando todos os segmentos do Rock/Metal tivemos desde um tributo fiel ao que os ingleses registraram no passado como, também, novas adaptações que abrilhantaram ainda mais o produto. Logicamente que, por conter gravações feitas nos quatro cantos do país, as produções/qualidades sonoras variam de faixa à faixa, mas todas perfeitamente equalizadas, produzidas e mixadas sem termos aquela sensação de altos e baixos na audição, o que me irritaria profundamente (risos).
Nessa resenha vou citar as faixas que mais me agradaram, ou seja, aquelas que foram um “colírio para meus ouvidos”, mas desde já quero deixar claro que, da mesma forma que o tributo anterior, TODAS versões apresentadas são dignas de aplausos.
Genocídio com seus Death Metal soturno e influenciado pelo Gótico deixou “Tomorrow’s Dream” como se fosse uma faixa da banda e sem descaracterizar a versão original: pesadíssima e macabra, principalmente pelos vocais únicos de Murillo Leite.
Uganga com “Voodoo” jogou no time vencedor apostando numa versão básica, sem mudanças só que de forma mais moderna no estilo Death/Thrash/Crossover.
Ancesttral com “Sabra Cadabra” é um dos pontos altos do tributo, pois algumas diferenciações de andamento, riffs e melodias da versão original casaram perfeitamente com a sonoridade moderna do Thrash Metal mais pasteurizado que a banda vem fazendo atualmente. Quando vi que eles iriam participar do tributo logo imaginei que seria essa faixa por razões óbvias que não vem ao caso, mas quem é fã da banda e conhece os caras sabe perfeitamente (risos).
Chemical Disaster com “Iron Man” fez bonito ousando em inserir seu lado porradaria Death Metal visceral deixando-a uma cacetada! Baita versão! Você com certeza não ouviu uma “Iron Man” assim antes!
Hellish War com “Forbidden” é super instigante pois imagine se o Judas Priest gravasse um cover do Black Sabbath? Então, cá estamos com essa imaginação. Ficou show de bola escutar Sabbath no estilo Heavy Metal clássico sem perder a melodia ou sua essência.
King Bird com “Supernaut” mostrou claramente que o Hard Rock consegue sim senhor expor o Black Sabbath de forma convincente, única e com incrível bom gosto. Me lembro de um cara falando groselha por ai, defecando que bandas de Hard Rock jamais deveriam tocar Black Sabbath. Chupa essa, mané!!!
Syren com “Black Moon”, era outra que eu imaginava que a banda poderia tocar, pois casa direitinho com sua sonoridade Heavy Metal tradicional, aredente, empolgante e cheio de energia. Alias, em minha opinião, praticamente todas faixas do “Headless Cross” casam muito bem no estilo.
Korzus com “Neon Knights”, talvez junto com o Ancesttral, sejam as minhas preferidas no tributo. Que coisa linda de se ouvir! o Thrash Metal mais moderno, agressivo, pesadíssimo e inquietante da banda simplesmente DETONOU e CASOU perfeitamente aqui!! Bom, a música também ajuda para isso, claro (risos).
Malefactor com “War Pigs” resolveu jogar em time que está ganhando, ou seja, mantiveram o espírito da música dando apenas um toque mais cavernoso, o que em minha modesta opinião e uma alternância nos vocais, caindo como uma luva. ótima versão!
Silver Mammoth com “Symptom Of The Universe” conseguiu inserir seu toque setentista e bem carregado de Stoner Metal recheado de teclados pulsantes deram uma cara própria a faixa.
MX com “The Mob Rules” mantiveram o clima da música original, sem mexer em praticamente nada, apenas dando seu toque Thrash Metal mais rasgado o que, também, combinou e me agradou muito.
Voodoopriest com “TV Crimes” também se manteve fiel a versão original diferindo, é claro, dos vocais cavernosos e agressivos do Thrash/Death Metal da banda e de um peso extra que foi muito bem recebido por este quem vos escreve. Palhetadas monstras aqui! Pena que parece ser a última música contando com os vocais de Vitor Rodrigues, que deixou recentemente a banda.
Enfim, essas foram as que mais saltaram aos meus ouvidos, mas como disse anteriormente, todas são de um grau único de qualidade e absorveram de forma muito respeitosa toda a obra e a influência dessa que é e sempre será a criadora do Metal mundial! Parabéns à todos envolvidos, todas as bandas, artistas e etc, que estiveram nessa empreitada por mais um lançamento que marca a história do Metal brasileiro no mundo. E que venham o próximo para o AC/DC (risos).
Johnny Z.






