Victory – “Gods of Tomorrow” (2021)

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Victory“Gods of Tomorrow” (2021)
AFM Records | Shinigami Records
#HardRock, #HeavyMetal

Para fãs de: Accept, Helloween, AC/DC

Nota: 8,5

Victory é o bem-sucedido projeto do ex-Accept Herman Frank. Formado na década de 80, os titãs têm entregado excelentes trabalhos, com uma sonoridade que mescla magistralmente o hard rock que remete a lendas como o AC/DC e Accept, e o heavy metal cru, “na lata”, sem firulas. Ainda que tenham enfrentado problemas importantes de formação ao longo da carreira, bem como a dedicação dos membros a outros projetos paralelos, toda vez que o Victory apresentou uma gravação de estúdio, os fãs nunca saíram decepcionados. Agora, longos 11 anos após seu último álbum, os veteranos trazem o excelente “Gods of Tomorrow”.

A qualidade do rock/metal alemão dificilmente pode ser questionada. Apesar do cenário do hard rock germânico ter dado mais espaço ao metal nos últimos anos, sua veia mais pesada e agressiva corre forte no sangue alemão. E o Victory nos lembra isso em um trabalho de dar orgulho. Podemos perceber o pedigree logo no início: o trio de abertura (“Love & Hate”, a faixa-título, e “Cut to the Bones”) são como uma conexão de jab, direto e cruzado na alma do incauto. Hard rock faiscante, que lembra muito o AC/DC de Brian Johnson e próprio Accept, com uma faceta agressiva de heavy metal oitentista. Outros destaques são “Into the Light”, “Rising Force” e “In Rock We Trust”.

O álbum tem uma heterogeneidade de andamento, diminuindo um pouco demais o ritmo e a energia em alguns momentos, mas nada que comprometa a qualidade final. Nota-se uma evolução em relação à sonoridade dos caras na década de 80, mas muito da alma da banda se manteve, principalmente na interpretação do novo vocalista Gianni Pontillo, que em nada deixa a desejar nas suas interpretações. Os caras não se propuseram a trazer nada de novo nesse trabalho, mas sim um bom e velho hard rock clássico, imerso em um metal oitentista nostálgico e de qualidade inquestionável, com excelente execução e produção. Um novo álbum demorou um bocado, mas valeu bastante a pena!

Will Menezes

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