Vulcano – “The Awekening Of An Ancient And Wicked Soul (A Trilogy)” (2020)

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Vulcano“The Awekening Of An Ancient And Wicked Soul (A Trilogy)” (2020)
Heavy Metal Rock | Renegados Rec
#BlackMetal, #DeathMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Venom , Dark Throne , Hellhammer, Celtic Frost , Sarcófago, Mayhem

Nota: 8,0

Versão em CD + DVD do EP de 2014, lançado previamente de forma digital, de uma das mais importantes e criadoras bandas do metal extremo brasileiro e mundial, o Vulcano, banda que influenciou inúmeras outras que vão do Thrash, Death ao Black Metal e que ainda esta na ativa arrebetando até hoje lançando novos trabalhos!

Seu líder e fundador Zhema é um incansável músico e estudioso das ciências ocultas que nesse EP nos concebeu uma amostra de todo esse conhecimento disposto em um trabalho conceitual dividido em três partes. Mesmo sem intervalos entre as faixas e com uma duração total que não chega a 20 minutos, temos o Vulcano puro e clássico! Não esperem por blast beats, solos virtuosos, gravação extremamente limpa e lapidada, pois aqui temos a banda soando pesada, ríspida e visceral com Zhema despejando riffs contagiantes, porém simples, e com muita influência dos anos 70, principalmente nos solos.

“The Ritual” abre o EP como uma marcha cheia de melodias de Zhema e uns vocais limpos como canto gregoriano do inferno. Os vocais de Luiz Louzada se destacam pela variedade de timbres apresentados, que vão desde narrações limpas )que aparecem em muitos momentos), até guturais e rasgados.

Faixas como “The Awekening”, “The Hermit” e “The Man And The Earth”, por exemplo, mostram a classe e competência de quem ajudou a criar o que hoje chamamos de Old School Black/Thrash Metal!

“O Peregrino”, única faixa cantada em português e algo que sempre fez parte da história da banda, mostra uma cozinha que não faz muita firula, mas se destaca de forma entrosada com cavalgadas do baixo de Ivan Pellicciotti e bateria de Arthur Von Barbarian (músicos que estavam na banda na época).

Já “Prelude II” é uma vinheta meio Led Zeppelin, com mais narrações, finalizando com “The Wicked”, cujo riff é bem legal somado a mais uma narração, recurso que foi muito usado e de uma forma meio forçada em alguns momentos.

Em relação a capa, acho que a usada na versão original de 2014 era mais vistosa, mas como chamariz, nessa versão nova com um DVD trazendo o mesmo conteúdo em vídeo, temos um livreto com comentários e explicações sobre toda a temática dessa obra.

Maurício Nogueira

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