
Vultures Vengeance – “The Knightlore” (2019)
Cruz Del Sur Music
#HeavyMetal, #SpeedMetal
Para fãs de Iron Maiden, Judas Priest
Nota: 6.5
Ao mesclar um instrumental meio Judas Priest/Iron Maiden com um vocal poderoso meio Hansi Kürsch (Blind Guardian), o resultado do álbum “The Knightlore”, dos italianos do Vultures Vengeance, é um disco com momentos melódicos e intensos que são impulsionados pelo vocalista (e guitarrista) Tony T. Steele. Porém, no geral, obra não oferece nada que não desapareça da cabeça do ouvinte nos próximos minutos.
No começo, “A Great Spark From The Dark” tem lados positivos e negativos: o lado bom são os riffs e solos saudosistas dos anos 70 que, por incrível que pareça, não soam datados. Porém, a música poderia ganhar mais se adicionasse um pouco mais de peso, para soar mais moderno. Já “Pathfinder´s Call” vai para o lado mais melódico, fazendo um misto de Helloween com Iron Maiden. A banda, porém, trava forte na questão da criatividade das melodias e da construção da música em si. Tudo muito quadrado e sem graça.
“Lord of the Key” é outra com DNA do metal inglês oitentista, só que com um pano de fundo meio Blind Guardian devido ao vocal e pelo modo de utilizar as guitarras com linhas mais agudas em diversos momentos da música. “Fates Weaver” é a melhor do registro, com um ótimo riff de introdução e uma pegada mais enérgica. Do meio para o fim, é aquele festival de “mais do mesmo”.
“The Knightlore” é aquele disco que tem boas passagens, mas no geral é bastante descartável. Nada acrescenta, não tem nenhum elemento especial que justifique sua audição e apela para estruturas e elementos há muito estabelecidos na história do metal. A banda poderia explorar mais o timbre do seu bom vocalista e repensar a parte instrumental para trazer coisas que valham a pena realmente.
Gustavo Maiato





