
W.A.S.P – “ReIdolized” (2018)
Napalm Records
#HardRock, #HeavyMetal
Para fãs de: Motley Crue, Quiet Riot, Twisted Sister
Nota: 3,0
“Regravação? Estou fora!” Não julgo e nem condeno quem manda essa, ainda mais em relação a bandas de hard e metal que resolvem revisitar seus clássicos sem justificativa plausível. Ano passado, o histórico “The Crimson Idol” completou 25 anos, e, para comemorar o quarto de século daquele que muitos consideram a obra-prima do W.A.S.P., Blackie Lawless resolveu regravá-lo. Mais que isso: além do CD duplo, “ReIdolized” inclui um DVD (ou Blu-ray) contendo o que seria um filme (!) narrando a história de Jonathan, o roqueiro ficcional que aprendeu da pior maneira possível que é preciso ter cuidado com o que se deseja.
Mas a dura verdade é que, por mais faraônica que seja a empreitada, mais de duas décadas não tornaram “The Crimson Idol” um disco menos entediante. A narrativa construída por Lawless é muito mais interessante que a música composta em si — ainda mais levando-se em conta que a timbragem das guitarras é de amargar. Se lá atrás, os talentosos Bob Kulick e Frankie Banali não conseguiram tornar músicas como “Doctor Rockter” e “Chainsaw Charlie” empolgantes como “I Wanna Be Somebody” ou “Blind in Texas”, não serão Doug Blair e Mike Duda a fazê-lo. E o fato de todos os palavrões terem sido suprimidos nessa regravação — Blackie pelo visto se tornou crente dos mais rigorosos, última pá de cal nas nossas esperanças de um resgate da fase pornô-sanguinária do W.A.S.P. — tampouco depõe a favor.
O destaque individual talvez fique com Aquilles Priester, o batera-polvo, que dado o atual momento do país talvez seja o único meio homem meio molusco brasileiro que a gente não quer que se foda.
Marcelo Vieira





