W.E.T. – “Apex” (2025)
Frontiers Music | Shinigami Records
#MelodicRock #HardRock #AOR
Para fãs de: Eclipse, H.E.A.T. e JSS
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 8,5
Em 2021, o supergrupo W.E.T. lançou sua pedra angular chamada Retransmission — uma obra-prima que personificava a essência do estilo. Agora, depois de um hiato de quatro anos, retorna com Apex, seu quinto álbum de estúdio e com uma nova formação.
O trio original — composto por Jeff Scott Soto (vocais: Talisman, Takara, Axel Rudi Pell, Yngwie Malmsteen, Sons of Apollo, Soul SirkUS, carreira solo), Robert Säll (guitarra e teclados: Work Of Art, Groundbreaker) e Erik Mårtensson (vocais, guitarra e teclados: Eclipse, Nordic Union, Ammunition) — recebe agora os novos membros: Andreas Passmark (baixo: Work Of Art, Royal Hunt, Remedy), Marcus Henriksson (guitarra: Eclipse, Knights of the Realm, Psycopunch) e Jamie Borger (bateria: Talisman, Treat, Last Autumn’s Dream, Swedish Erotica, Alfonzetti).
Sempre que um novo álbum do W.E.T. é lançado, espera-se uma combinação poderosa de refrões impactantes, melodias viciantes, vocais absurdos, riffs agressivos e guitarras incandescentes — tudo muito bem embalado por uma produção de primeira linha que funde diversas vertentes do rock melódico, criando uma incrível explosão de texturas musicais.
Juntando tudo isso com o talento de Soto, Mårtensson e Säll, fica difícil errar. E Apex, além de ser consistente, possui todos esses predicados. No entanto, enquanto a produção (no caso, produção, mixagem e masterização) continuar nas mãos de Erik Mårtensson, o ouvinte precisa entender que o som da banda se aproxima cada vez mais do Eclipse e se distancia do Work Of Art.
Antes de ouvir Apex, eu tinha uma dúvida: depois de superarem o já espetacular Earthrage com Retransmission, ainda teriam fôlego para repetir a dose? Eu sei que eles têm, em seu DNA, a capacidade de soar grandiosos — mas, ainda assim, essa dúvida pairava.
Mas vamos lá… Apex começa em velocidade alucinante, graças ao trio de abertura avassalador: o estrondo “talismaniano” de “Believer”, a impactante e viciante “This House Is On Fire”, com seus vocais compartilhados, e a magistral e atemporal “What Are We Fighting For”. Logo fica claro que eles não estão a passeio — e muito menos de brincadeira.
São tantos os exemplos que fica difícil citar todos, mas vale abrir uma exceção para “Where Are The Heroes Now” — um petardo que não faz prisioneiros.
Definitivamente, valeu a espera de quatro anos por um novo álbum do W.E.T. E, após ouvi-lo diversas vezes, percebi que a necessidade de superar os trabalhos anteriores se tornou irrelevante diante de tudo o que há para celebrar aqui: músicas impactantes, performances impressionantes, composições poderosas, talentos musicais excepcionais e um som ao mesmo tempo nostálgico e contemporâneo. Ou seja, Apex é um incrível casamento sonoro.





