Warmen – “Band of Brothers” (2025)
Reaper Entertainment | Shinigami Records
#MelodicDeathMetal #ExtremeMetal #DeathMetal
Para fãs de: At The Gates, Dark Tranquillity, In Flames
Texto por Thiago Silva
Nota: 9,5
A Finlândia é uma grande escola do metal e do rock, com bandas consolidadas no cenário mundial como Nightwish, Children of Bodom e Amorphis. Com o Warmen não poderia ser diferente. A banda foi criada em 1999 por Janne Wirman, que até aquele momento era tecladista do Children of Bodom, permanecendo na função até 2019. Hoje, Janne se dedica exclusivamente ao Warmen.
Neste álbum, a formação conta com Janne Wirman (teclado), Antti Wirman (guitarra), Jyri Helko (baixo), Seppo Tarvainen (bateria) e Petri Lindroos (guitarra e vocal). Vale destacar que Janne e Antti são irmãos.
Após o retorno excepcional com “Here for None” em 2023, o Warmen eleva ainda mais o nível neste novo lançamento. “Band of Brothers” é um trabalho que combina peso, técnica apurada e um entrosamento absurdo entre os membros. Percebe-se uma união de irmãos não apenas entre Janne e Antti, mas de toda a banda. O disco não segue um conceito central, mas explora estados emocionais e temas de violência fictícia, mergulhando de vez no Melodic Death Metal, equilibrando melodia e agressividade.
O processo de composição contou, pela primeira vez, com contribuições ativas de Petri e Seppo, que trouxeram riffs próprios e até músicas completas. O álbum traz 11 faixas em pouco mais de 40 minutos, com sonoridade excelente. Parte da gravação foi realizada no renomado Finnvox Studios, com mixagem de Mikko Karmila e masterização de Mika Jussila, garantindo aquele som pesado e inconfundível da escola finlandesa.
Musicalmente, as performances são impressionantes, sobretudo de Petri Lindroos (Ensiferum), que se solidifica como a voz da nova era do Warmen. Na faixa-título “Band of Brothers”, Janne faz uma introdução marcante de teclado, conduzindo a música até um solo brilhante, acompanhado de guitarras afiadas que mostram o poder do entrosamento entre os irmãos e o restante da banda.
A sequência é avassaladora com “One More Year”, onde brilham Petri e Seppo, este último com viradas criativas e pedal duplo arrasador. “Nine Lives” mantém a velocidade e agressividade, trazendo blast beats demolidores e riffs certeiros. Já em “When Doves Cry Blood”, após três faixas intensas, a banda aposta em uma sonoridade mais melódica, sem perder o peso.
“Out for Blood” acelera novamente, com solo marcante de guitarra e teclados em destaque. “Kingdom of Rust” chega com clima épico, guitarras excepcionais e bateria esmagadora. Em “March or Die”, a versatilidade aparece: o vocal de Petri é o grande destaque, sustentado por viradas geniais de Seppo. O teclado de Janne fecha a faixa e já emenda em “Untouched”, que acelera e traz solos de teclado impressionantes.
“Coup de Grâce” apresenta riffs alternados e pausas técnicas, provando que o álbum está longe de soar repetitivo. “Dethroned” começa com um solo de guitarra arrasador, ganha corpo e, com trabalho coletivo impecável, desponta como a melhor faixa do disco. Para encerrar, “The Kiss of Judas” entrega uma despedida marcante, equilibrando peso e melodia, e coroando o álbum com um dos melhores solos de guitarra do Melodic Death Metal recente.
O Warmen conseguiu unir qualidade e diversidade, apostando em misturas que funcionam sem perder o rumo nem desagradar os ouvintes mais exigentes. “Band of Brothers” é uma prova da força e da criatividade que a banda conquistou em sua nova fase.





