Whispering Woods – “Perditos Et Dea” (2015)

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Whispering Woods – “Perditos Et Dea” (2015) 
Loud Rage Music
#GothicMetal#DoomMetal

Nota: 9,5

A saturação do Gothic/Doom Metal chegou a tal ponto em meados da primeira década do novo milênio que o gênero foi praticamente abandonado, após uma década de reinado dentre os sub-estilos do Heavy Metal.

Todavia, alguns nomes estão conseguindo revitalizar o gênero, e a banda romena Whispering Woods encabeça a lista, com um detalhismo instrumental diferenciado, pinceladas melódicas e sinfônicas nada cansativas e bem contextualizadas, além de um sabor pagan/folk (influência da flautista Catalina Popa, também da banda Haggard) que conferem muita personalidade à sua abordagem do Doom/Gothic Metal.

E esta personalidade do Whispering Woods já pode ser sentida na introdução “Perditus”, que abre “Perditos Et Dea”, seu primeiro álbum, num belo e melancólico diálogo entre arpejos em cordas de nylon e uma fina chuva de pianos, dando requinte à fria atmosfera gótica que conseguem criar.

Sim, existem vocais líricos, mas eles estão mais puxados à melancolia do que ao eruditismo, com muita carga teatral, divididos entre a soprano Alexandra Burcă e a meio-soprano Corina Hamatde.

Além disso, o instrumental metálico tem timbragem gélida e orgânica, dando um contrate mais obscuro com o panorama musical operístico da banda.

O resultado final é extremamente criativo e envolvente, com tonalidade experimental carregada dentro dos arranjos multifacetados, tornando as composições imprevisíveis e interessantes, pela ousadia como mergulham o Metal Gótico dentro de um eruditismo de geometria assimétrica.

Dentre as faixas, se destacam “Original Sin” e “Circle Complete”, duas das melhores composições que o Doom/Gothic produzira.

Valem ainda menções a “Autumnal” (som solo de guitarra inspirado), “My Altar” (mais metálica e pesada), “Farewell Ladybug”, e “Călușarii”.

Este álbum é uma grata surpresa, pois mostra uma banda nada comum dentro do Doom/Gothic Metal, levando o gênero a um novo respiro, com identidade, coragem, e ousadia.

Marcelo Lopes Vieira

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