Winger – “Winger” (1988)

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Winger “Winger” (1988)
Atlantic Records
#HardRock, #HairMetal, #MelodicRock

Para fãs de: Van Halen, Ratt, Bon Jovi

Nota: 7,5

Winger é mais uma das bandas apontadas como sendo responsável pelo que estava errado no “Hard Rock” dos anos 80. De “Beavis & Butthead” a “Lars Ulrich” ninguém poupou a banda.

Quem nunca deu algum passo em falso na carreira que jogue a primeira pedra! O importante é encontrar maneiras de sair do lugar comum e aqui, além de fazer isso, a banda entrega um excelente álbum de “Hard Rock” mostrando o quanto foram caluniados injustamente.

Apesar de ser uma estreia muito se engana quem pensa que os músicos são novatos. Além de imensamente talentosos, há pedigree suficiente aqui. Kip Winger (Alice Cooper, Kane Roberts) possui um trabalho de baixo minimalista em prol das músicas e é um dos melhores vocalistas de “Hard Rock” (sem mencionar seu talento nato para composição), Rod Morgenstein (Dixie Dregs, The Steve Morse Band) é um monstro com baquetas que descobre diferentes maneiras de brilhar a cada canção. Reb Beach (Fiona, Brian McDonald Group, Twisted Sister) é um daqueles guitarristas que não abre mão da melodia pela técnica. Sua inventiva sensibilidade melódica é amplificada pelo seu virtuosismo e Paul Taylor (Alice Cooper) que faz sua guitarra e teclado criarem contrapontos melódicos muito interessantes durante o álbum.

Misturando o “Hard Rock” da época com um pouco de “Progressive Rock” (escondido aqui e ali), o álbum, lançado em 10 de Agosto de 1988, produzido por Beau Hill (Alice Cooper, Kix, Streets, Fiona, Europe, Ratt), que deveria ter usado menos sintetizadores e liberado o monstro que habita em Morgenstein, mostra de cara ao que veio: “Madalaine” e “Hungry” (com seu quarteto de cordas) possuem melodias de primeira linha, refrões matadores, musicalidade ao extremo e te pegam pelo pescoço. As duas fazem parte do topo da cadeia alimentar do álbum (e da banda). “Seventeen”, um dos “singles” do álbum, vem em seguida. Com seu incrível e excelente instrumental é um “guilty pleasure”, pois é tão clichê que depois que se escuta, não se esquece.

Ainda temos as excelentes “Time To Surrender” (um dos clássicos da banda. Espetacular!), “Without The Night” (“power ballad” das melhores a la Bon Jovi) e “Headed For A Heartbreak” (outro clássico da banda com algumas complexidades progressivas. Que arranjo! Que solo!).

O restante do álbum foca em canções genéricas de “Hard Rock”, mas o ponto fraco mesmo é a cover de “Purple Haze”. Versão exagerada e sem emoção, mesmo com a performance de Rod Morgenstein e o duelo entre Reb Beach e Dweezil Zappa. Faltou alma.

Com alguns dos músicos mais talentosos do “Hard Rock” você está diante de uma relíquia dos anos 80. Entretenimento com qualidade mostrando que as boas canções não morrem jamais.

Altamente recomendado!

João Paulo Gomes

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