
Witch Cross – “Fit for Fight” (1984) (Relançamento 2019)
Hellion Records Brazil
#HeavyMetal
Para fãs de: Tokyo Blade, Judas Priest, Tysondog
Nota: 7,0
Os dinamarqueses do Witch Cross iniciaram suas atividades em 1979, lançaram sua primeira demo apenas em 1982 e dois anos depois seu primeiro trabalho, “Fit for Fight”, dentro da explosão NWOBHM. Apesar da banda não pertencer diretamente ao movimento, sua sonoridade se encaixa perfeitamente nas características delineadas pelas bandas que movimentaram a cena naquela oportunidade. E hoje, 35 anos após seu lançamento, o álbum ganha um relançamento à cargo da Hellion Records Brazil, para a alegria dos fãs daquele metal tradicional da década de ouro do estilo.
Cabe lembrar que, anteriormente, no ano 2000, o álbum já havia recebido uma nova versão através do selo Old Metal Trackers. Infelizmente, o trabalho não traz nada de novo, pois o que temos aqui são as mesmas oito faixas que compunham o álbum quando de seu lançamento, mas mesmo assim vale muito a pena para aqueles que não conhecem o trabalho de uma das bandas pioneiras do estilo.
“Night Flight for Tokyo” abre o álbum com aquela atmosfera extremamente saudosista, seja pelo estilo, temática, ou pela produção, pois tudo nos remete ao momento em que o trabalho foi gravado. Transitando em um estilo próximo ao que o Judas Priest fazia nesta época, principalmente pelo vocal de Alex “Savage” Nyborg Madsen, vocalista da banda neste período. Um momento bem interessante é “Axe Dance”, onde as guitarras de Cole Hamilton e Mike “Wlad” Kock mostram uma perfeita sintonia, não deixando nada a desejar para as grandes bandas da época.
“Rocking the Night” é um Heavy Metal com um certo acento Hard Rock, criando uma composição na linha Hard/Heavy, também típica para aquele momento. Ainda pode-se destacar o peso de “Killer Dogs” onde, mais uma vez, as guitarras ganham destaque e “Alien Savage” que fecha o disco com uma pegada bem true metal.
Interessante que alguns selos, principalmente na Europa e a Hellion Records Brazil aqui em nossas terras, estão mostrando esse interesse em relançar álbuns que fizeram parte da história da NWOBHM. Seria muito legal se no Brasil também acontecesse isso. Existem muitos discos e bandas brasileiras que mereciam relançamentos com novas mixagens, e até mesmo algum material bônus. É verdade que alguns selos tem feito isso, como é o caso da Cogumelo Records. Mas poderíamos ter mais, não é mesmo? Nosso cenário é tão rico e com qualidade quanto o lá de fora.
Sergiomar Menezes





