Magnum – “Live at the Symphony Hall” (2019)

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Magnum – “Live at the Symphony Hall” (2019)
SPV Steamhammer
#MelodicRock#ProgressiveRock

Para fãs de: AsiaKansasJourney

Nota: 10

O mais novo acréscimo à já extensa discografia do Magnum é o primeiro ao vivo dos ingleses desde “Livin’ the Dream” (2005). Gravado numa das salas de concerto mais famosas de seu país no dia 19 de abril do ano passado — noite de encerramento de turnê —, “Live at the Symphony Hall” atesta os veteranos Bob Catley (vocais) e Tony Clarkin (guitarra) — ladeados por Al Barrow (baixo), Rick Benton (teclados) e pelo descomunal Lee Morris (Paradise Lost, Ten, Danny Vaughn) na bateria — fazendo as paredes do lar da Orquestra Sinfônica de Birmingham chacoalharem por aproximadamente cem minutos imunes a pontas soltas e arestas sonoras mal-aparadas: produção e execução musical primorosa com resultado cristalino, feito sob medida para o ouvinte mais exigente e apegado a minúcias técnicas.

No repertório, uma compreensível ênfase é dada ao material dos recentes “Sacred Blood ‘Divine’ Lies” (2016) e “Lost on the Road to Eternity” (2018), que comparecem com nada menos que sete dos quinze números tocados diante dos mais de 2 mil presentes na ocasião, que, apesar de parecerem meio caladões frente às novidades, não economizam nos aplausos. A coisa muda de figura nos clássicos de três a quatro décadas atrás: “All England’s Eyes”, “How Far Jerusalem” e “Les Morts Dansant”, trinca campeã do reluzente “On a Storyteller’s Night” (1985), além de uma dobradinha de “Vigilante” (1986) — “When the World Comes Down” e a faixa-título — e “The Spirit” e “Don’t Wake the Lion (Too Old to Die Young)”, representantes solitárias dos também festejados “Chase the Dragon” (1982) e “Wings of Heaven” (1988). Você ouve a calidez da atmosfera, o fone de ouvido chega a derreter.

Mas não pára por aí: Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) e a cantora Rebecca Downes conferem aquele brilho adicional a uma performance que por si só já vale o investimento e merece espaço na coleção. Enquanto não temos o registro completo em vídeo — uma pena se o lançamento ficar restrito ao CD duplo e LP triplo —, “Live at the Symphony Hall” concorre fácil ao título de disco ao vivo do ano. E a menos que a vindoura edição de imagens deixe muito a desejar, concorrerá também ao prêmio de melhor DVD/Blu-ray de 2019. A briga com King Diamond (e quem sabe outros mais poderão vir) pelo lugar mais alto do pódio promete… e olha que ainda estamos em janeiro!

Marcelo Vieira

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