Epica – “Design Your Universe – Gold Edition” (2019)

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Epica “Design Your Universe – Gold Edition” (2019)
Nuclear Blast
#SymphonicMetal#SymphonicDeathMetal

Para fãs de: Nightwish , Xandria , After Forever

Nota: 10

“A física quântica nos leva a respostas para grandes tabus. Nós criamos o mundo que nos envolve, Deus é cada alma viva”. A letra de “Kingdom of Heaven (A New Age Dawns – Part V)” reflete o teor científico e espiritualizado que permeou o “Design Your Universe”, quarto e definidor disco do Epica. Além da evidente guinada ao Death Metal, o guitarrista Isaac Delahaye entrou para o sexteto e o baterista Ariën van Weesenbeek perdeu de vez a timidez com as baquetas e deixou transparecer sua agressividade. O resultado? Músicas que venceram o tempo e mereceram uma reedição Gold Edition recém-lançada. Para coroar, os holandeses ainda estão fazendo uma extensa turnê mundial comemorativa aos 10 anos de “DYU”, com passagem marcada para o Brasil.

As grandes surpresas dessa nova versão são as versões acústicas de “Burn To A Cinder”, “Our Destiny”, “Unleashed”, “Design Your Universe” e a irreconhecível “Martyf Of The Free World”, que viu todo peso e velocidade serem substituídos por melodias de teclado até se transformar numa balada. O resultado é um presente para os fãs do Epica, que estão mais do que acostumados a redescobrir músicas antigas da banda em novos formatos. (“Beyond the Matrix” em versão big band de jazz que o diga).

Um ouvido muito cauteloso poderia notar a nova mixagem do disco, mas não é isso que justifica o novo trabalho. O essencial está intocado: Simone Simons entoando as melodias marcantes, a dose certa entre o Symphonic e o Death e a grande cereja do bolo que é a música “Kingdom of Heaven”, com seus 13 minutos de coros, solos e muita intensidade. Outros destaques são “White Waters”, com parceria de Tony Kakko (Sonata Arctica) e “Resign To Surrender”, que logo no começo já mostra a qualidade das composições que se seguiriam.

Na discografia do Epica, vemos claramente uma divisão “antes e depois” de “DYU”: antes o que prevalecia era a voz lírica, límpida e estilo gótico de Simone, com menos peso e raríssimos solos. A partir de então, as guitarras se engrandeceriam e a banda evoluiria para algo mais pesado, complexo e se afastaria um pouco do lírico, o que causou estranhamento inicial. Assim, nada mais justo do que relançar esse disco e realizar essa turnê acompanhando. O Symphonic Metal agradece!

Gustavo Maiato

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