
Magic Kingdom – “MetAlmighty” (2019)
AFM Records
#PowerMetal
Para fãs de: Blind Guardian, Dragonforce, Rhapsody Of Fire
Nota: 8,5
O nome é o mesmo de uma das principais atrações do Walt Disney World Resort, na Flórida. Curiosamente, a temática das letras até que tem a ver com essa coisa de fantasia, dragões e feiticeiros etc. Musicalmente, o Magic Kingdom provê um Power Metal raiz, do tipo que estacionou no tempo — mais precisamente em 1998, quando o guitarrista e obviamente leitor de O Senhor dos Anéis, Dushan Petrossi, mais conhecido por seu trabalho à frente do Iron Mask, formou a banda em Bruxelas, na Bélgica. De lá para cá, foram cinco álbuns, sendo este “MetAlmighty”, forjado em aço negro em 22 de novembro do ano passado, o mais recente.
Os fãs de longa data encontrarão nas prévias “Fear My Fury”, “Witches & Wizards” e na faixa título motivos para desembainhar suas espadas enquanto a terrível “Just a Good Man”, tentativa de balada totalmente fora de sintonia com o repertório, os fará questionar se Dushan está em pleno uso de suas faculdades mentais. Quem também arrebenta é o baterista Michael Brush. Recém-convocado para as fileiras do Sirenia, o cara vem se destacando desde o legal “Savage Kingdom” (2015). No baixo, o braço direito de Petrossi no Iron Mask e segundo membro mais longevo do Magic Kingdom, Vassili Molchanov — irmão mais novo de Igor Molchanov, o lendário primeiro baterista do Aria.
A grande novidade na formação em comparação às dos discos anteriores é a estreia de Michael Vescera nos vocais. Quinto nome a ocupar o posto, Vescera traz na bagagem álbuns com Loudness, Yngwie Malmsteen e com os brasileiros do Dr. Sin — com os quais gravou “Dr. Sin II” (2000) e “Shadows of Light” (2002) — e no gogó uma versatilidade que vestiu como luva em músicas como “Unleash the Dragon” (demora o que parece ser uma eternidade para começar, mas quando começa faz a longínqua introdução ter valido a pena) e “Rise from the Ashes, Demon!”. Aliás, vale citar que os títulos das músicas são um espetáculo a parte, com destaque para este aqui: “In the Den of the Mountain Trolls”. Como não amar o Power Metal?
Marcelo Vieira





