Cirith Ungol – “King of the Dead” (Ultimate Edition) (2017)

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Cirith Ungol“King of the Dead” (Ultimate Edition) (2017)
Metal Blade Records

Nota: 7,5

O Cirith Ungol sempre foi considerado um grupo “cult”. Em virtude disso, a banda goza de bom prestígio junto aos fãs e apreciadores do Heavy Metal dos anos 80. E a Metal Blade Records lança agora em 2017 uma versão “definitiva” do álbum lançado pelo grupo em 1984 pela Enigma Records. Contando com algumas faixas bônus, o trabalho mostra a importância e relevancia da banda para o cenário atual. Tendo por base o heavy metal tradicional, mas incorporando fortemente características de bandas como o Black Sabbath ( preste atenção nos riffs do guitarrista Jerry Fogle), o grupo apresentava uma sonoridade peculiar, onde a base rítmica, á cargo da dupla Michael Vujea (baixo) e Robert Gaven (bateria), agregava uma dose generosa de peso, enquanto o vocalista Tim Baker acaba por dividir opiniões. Seu timbre bem pessoal, tem particularidades que deixam os fãs divididos, Muitos gostam e tem isso como diferencial enquanto outros acabam por ter nele seu ponto de discordância.

A versão original do álbum continha oito faixas, sendo que uma nova edição remasterizada saiu em 1999 com uma faixa a mais, “Last Laugh”, ao vivo e remasterizada. Aqui, além desta, temos mais 4 faixas. Uma versão com mixagem alternativa de “Death of the Sun” e três faixas ao vivo, “Master of the Pit”, “King of the Dead” e “Cirith Ungol”, o que é um prato cheio para os fãs do grupo norte americano. Falando sobre as faixas regulares, ao ouvi-las podemos entender perfeitamente sobre a relevância do quarteto. Guitarras pesadas e arrastadas em sua plenitude, garantem aquela atmosfera setentista ao grupo, mesmo tendo sido lançado originalmente na década posterior. Músicas como a instigante “Atom Smasher” que abre o álbum de forma arrebatadora, com riffs intensos e carregados de peso, bem como “Black Machine” e a longa ” Master of the Pit” que tem em sua introdução um belo dedilhado que nos prepara para uma jornada através dos riffs “lisérgicos” e densos de Jerry. Dentre as faixas, ainda podemos citar a versão muito bem executada de “Toccata in Dm” de Johann Sebastian Bach, onde a qualidade dos músicos se mostra latente.

Mesmo não sendo um dos grandes álbuns da década de 80, ” King of the Dead” se mostra importante e de grande relevância pois mostra uma banda que não via limites em sua forma de compôr. Usando de técnica, mas trazendo consigo muita criatividade e personalidade, o Cirith Ungol mostrava aqui, muita paixão pelo estilo. E isso fez, e ainda faz, do grupo, um dos mais cultuados desta época mágica. E esta re-edição só vem a comprovar sua importância.

Sergiomar Menezes

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