Pyogenesis – “A Silent Soul Screams Loud” (2020)

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Pyogenesis – “A Silent Soul Screams Loud” (2020)
AFM Records
#DoomMetal#AlternativeMetal

Para fãs de: My Dying BrideParadise LostTiamat

Nota: 8,0

Em 2015, os alemães do Pyogenesis deram início à sua trilogia temática, com “A Century In The Curse of Time”. A proposta era abordar as mudanças e nuances sociais ao longo do século XIX, com temas variando de Frankenstein a Karl Marx. Em 2017, foi lançado o capítulo seguinte, “A Kingdom to Disappear” e, agora, “A Silent Soul Screams Loud” chega para finalizar a história.

Os fãs que acompanham a banda há mais tempo já devem estar acostumados com suas frequentes mudanças de sonoridade. O Death/Doom Metal do início da carreira lentamente foi dando lugar a elementos góticos, modernos e alternativos. Tais elementos continuam presentes em “A Silent Soul Screams Loud”, mas em boa medida; a banda parece ter encontrado um lugar de conforto no metal alternativo, e decidiu que era um bom local para estabelecer suas bases para este novo álbum. A sensação é de ouvir uma canção de rock experimental composta nos anos 90, mas interpretada com a roupagem do metal alternativo moderno. O álbum como um todo soa sólido, conciso e direto, tanto liricamente quanto no instrumental.

O instrumental soa “na lata” como sempre: bases pesadas, riffs diretos, musicalidade impecável, com as boas doses de harmonias vocais e refrões melódicos que costumam caracterizar a banda. As linhas vocais ganham peso e beleza na voz característica de Flo Schawrz, que executa as músicas com propriedade e atitude. Os pontos altos do álbum ficam com “Will I Ever Feel The Same”, “I Can’t Breathe (Prologue/Monologue)” e a cereja do bolo “The Capital (A Silent Soul Screams Loud”), o épico que encerra o disco com maestria. Estas faixas são um excelente resumo, não só deste trabalho, mas do momento atual da banda.

“A Silent Soul Screams Loud” promete agradar tanto os fãs da banda, quanto aos ouvintes mais curiosos que porventura se interessem por vertentes mais alternativas e experimentais do gênero. Em suma, um bom trabalho de encerramento para a trilogia proposta, e uma boa ponte de retorno do Pyogenesis para os palcos.

Will Menezes (Colaborador)

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