
Ramos – “My Many Sides” (2020)
Frontiers Music
#BluesRock, #ClassicRock, #HardRock
Para fãs de: Bad Company, Great White, Badlands
Nota: 7,0
Josh Ramos é mais conhecido pelas bandas Le Mans, Hardline, The Storm, Two Fires, China Blue, LRS e Ramos/Hugo. Mas engana-se quem está esperando um álbum que remeta à estas bandas.
Em seu segundo álbum solo (o primeiro foi “Living In The Light” de 2003) Josh Ramos juntou uma galera do AOR/MelodicRock/Hard Rock. Nomes como Eric Martin (Mr. Big), Danny Vaughn (Tyketto), Harry Hess (Harem Scarem), Joe Retta (Heaven & Earth), Terry Ilous (XYZ), John Bisaha (The Babys) e Tony Harnell (ex-TNT), além da última performance gravada do falecido Tony Mills (ex-Shy, TNT) contribuem para a diversidade de “My Many Sides”.
A seção rítmica é completada por Fabrizio Grossi (baixo) e Tony Morra (bateria) além de Michael T Ross (pianos e teclados), Alex Alessandroni Jr (hammond) e Eric Ragno (teclados).
Existem alguns acidentes de percurso com o entra e sai dos vocalistas faixa após faixa, mas Joe Retta (presente em quatro canções) se sobressai entre eles por parecer estar mais à vontade em suas canções. “Today is The Day” e “All Over Now” são matadoras e seria muito interessante ver um trabalho completo dos dois juntos.
Mesmo assim é possível encontrar algumas pérolas escondidas, como por exemplo “Forefather” (Eric Martin) uma balada com um “feeling” gospel, “Blameless Blues” com o sempre incrível Dany Vaughn ou a estonteante “Unbroken” (Terry Ilous).
Ainda há uma música instrumental “Ceremony” que é construída por Ramos suavemente (visceral e introspectiva) em vez de solos furiosos que encontramos em outros momentos do álbum.
E não se esqueça de ouvir atentamente o notável e eterno Tony Mills em “I’m Only Human” em uma singela, mas devastadora, interpretação (infelizmente a última dele).
O álbum se completa com faixas mais medianas como “Immortal” (Tony Harnell), “I Have Been Waiting” (Harry Hess) e “Moving On” (John Bisaha). Apesar do bom trabalho vocal e de guitarra as músicas não decolam.
Com um rock mais cru, muito groove e Blues, Josh Ramos nos faz passear por diversas paisagens conforme vai desfilando sua técnica generosa e ágil, mas apesar de brilhar em vários momentos a superpopulação de vocalistas e composições nem sempre inspiradas fazem o álbum oscilar.
João Paulo Gomes





