Vodu – “Seeds of Destruction” (1988) (Relançamento 2020)

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Vodu“Seeds of Destruction” (1988) (Relançamento 2020)
Classic Metal Records
#HeavyMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Anthrax, Viper, DRI, Agnostic Front

Nota: 8,5

Em plena madrugada, volto no tempo com o clássico “Seeds of Destruction” da banda brasileira Vodu. O álbum, que foi lançado primeiramente em um distante 1988 pela Rock Brigade Records, hoje foi relançado pela Classic Rock Records contendo o álbum completo, o EP “No Way” (1989), um DVD recheado de apresentações ao vivo da banda entre os anos 1986 e 1988 e uma galeria de fotos como bônus. Não precisa dizer que o material é de extrema importância e significância para o Metal Nacional certo? A qualidade até que não deixa a desejar sabendo que antigamente era filmado tudo em VHS. Muito bom!

Mnfim, o Vodu apresenta aqui o bom e velho Heavy/Thrash metal que nos remete a bandas como Anthrax e com fortes influências do crossover do D.R.I. A audição começa com a faixa título que é bem rápida, um presságio para o que iremos escutar ao longo do trabalho. “Nothing to Lose” segue-se com a participação especial do saudoso vocalista André Matos, que na época era o frontman do Viper. Vale lembrar que as duas bandas estavam no casting de artistas da Rock Brigade, em 1988.

“What’s the Reason” traz uma cozinha bastante coesa formada pelo baixista Andre Cagni e pelo baterista Sergio Facci e a dupla consegue manter o excelente momento em “S.O.S (Slaves of System)”. A cadência das músicas com ritmos alternados é a marca registrada do Vodu, aliás, estilo este adotado pelas bandas de Thrash Metal dos anos de 1980, em minha opinião.

O ápice de “From This Time” é o entrosamento dos guitarristas Paulo Lafranchi e Vitor Birner, e a grande surpresa fica por conta de “Keep (On) Fighting”, que tem uma sonoridade atípica, lembrando o Hardcore de bandas Nova Iorquinas, como por exemplo, o Agnostic Front.

O ponto fraco de “Seeds Of Destruction” fica por conta do cover desnecessário de “Should I Stay Or Should I Go”, do The Clash, mas como faz parte do EP “No Way” e ele foi aqui colocado na íntegra como extra, está valendo! No mais, um super disco para quem curte a cena metálica brasileira dos anos de 1980. Muito bom saber que a banda voltou as atividades recentemente e até gravou material novo! Se não tem “Seeds Of Destruction” corra e adquira pois esse novo relançamento é obrigatório!

Bruno Duarte

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