
Demonical – “Mass Destroyer” (2022)
Agonia Records
#DeathMetal, #MelodicDeathMetal
Para fãs de: Entombed, Grave, At The Gates
Nota: 9,0
Quando nos deparamos com uma guitarra “motosserra” sempre somos levados ao que o lendário Entombed fez em “Left Hand Path”, assim como o At The Gates mostrou alguns anos depois em “Slaughter of The Soul”. Mesmo que algumas bandas que também surgiram na época tenham mudado um pouco seu som, muitas delas carregam a bandeira do Death Metal direto, rápido e extremamente técnico, como é o caso do Demonical.
A banda surgiu em 2006 formada por ex-membros do Centinex, Johan Jansson (guitarra e vocal), Martin Schulman (baixo) e Ronnie Bergerstål (bateria). Com o passar dos anos a banda teve diversas mudanças da formação, mas sempre mantendo o mesmo ritmo em seus álbuns, e agora com “Mass Destroyer”, seu sétimo álbum de estúdio, Christofer Säterdal (vocais), Martin Schulman (baixo), Johan Haglund e Eki Kumpulainen (guitarras) e Ronnie Bergerstål (bateria) apresentam mais um ataque demoníaco e cheio de loucura do Death Metal ao estilo de Estocolmo.
O álbum abre com “We Conquer The Throne” que é nada mais do que um título épico para uma faixa igualmente grandiosa. O caos reina absoluto na canção, com a banda utilizando o som do famoso HM2, mas com ajustes para manter certo foco, sem muita dispersão, criando mais do que uma parede sonora, e sim uma máquina que funciona em todas as suas partes. “Sun Blackened” é outra pedrada, com um pouco de groove em algumas partes e com um solo matador cheio de agressividade e melodia.
Já em “Wrathspawn” mostra o que acontece quando a banda quer girar o dial para 11 e ir “all-in” no estilo sueco. A banda não ficaria chateada se colocássemos essa faixa em álbuns como “Left…” e “Into The Grave” (álbum do Grave lançado em 1991). A performance de toda a banda nesta faixa é devastadora, mas a bateria de Ronnie Bergerstål, que em todo o álbum é de primeira qualidade, apresenta-se impecável nesta faixa. Ela ainda conta com um solo de Eki, que faz com que a música soe 100% brutal.
“Lifeslave” é uma faixa do mais puro Melodic Death Metal. Quando o refrão começa, o riff principal que Eki faz sobre outros riffs eleva a faixa a um tom épico, bastante presente nas canções do At The Gates. O álbum fecha com “By Hatred Bound” mostrando que o Demonical tem o que necessário para apresentar um trabalho sólido e extremamente cativante.
“Mass Destroyer” é um excelente álbum que serve para mostrar todas as influências que a banda mostra nas faixas e como o Demonical deve ser um destaque na cena. É um disco para os fãs das várias mutações que o Swedish Death Metal pode apresentar.
Lucas David









