
Carniça – “A New Medium Ages” (2022)
Heavy Metal Rock | Extreme Sound Records | Thrash Or Death Records | Brutaller Records
#ThrashMetal, #DeathMetal
Para fãs de: Slayer, Sarcófago, Destruction, Sepultura (antigo), Death
Nota: 9,0
Muitos podem ter a petulância em dizer que não conhecem os gaúchos do Carniça, mesmo com mais de 30 anos de história dentro do Metal nacional, mas se você for um desses eis a sua chance de mudar esse cenário.
“A New Medium Ages”, quinto álbum de estúdio dos gaúchos de Novo Hamburgo, está aí para mostrar que dentro do metal não precisa quebrar a cabeça para tentar (e falhar miseravelmente) criar algo realmente novo dentro do estilo, pois geralmente você será crucificado pela patrulha “tr00zona old school” ou será massacrado pela galera mais moderna alegando que vive no passado. Então o melhor a se fazer é mandar bala naquilo que gosta e acredita, independente do que vagabundos de internet defecam pela boca por aí. E nisso o Carniça faz com maestria, pois temos aqui uma tradicional e bem dosada sonoridade Thrash (maior intensidade) com Death Metal, numa mistura mais robusta de Slayer com Sarcófago de “Rotting” ou “The Laws Of Scourge”, mas com bastante inserção de Heavy Metal tradicional principalmente em suas melodias e solos.
Se você espera algo ultra veloz esqueça, aqui o trabalho é mais cadenciado (não entenda como parado!) e mais trabalhado nos riffs e bateria, sendo esses dois instrumentos os destaques disparados de todo o trabalho, não esquecendo claro o vocal agressivo de Mauriano Lustosa que nos remete instantaneamente aos vocais insanos de Wagner Lamounier (Sarcógafo) da fase “The Laws Of Scourge”!
São 7 cacetadas inéditas e autorais, uma introdução (que abre o disco) e um cover maravilhoso de “Powerslave” (Iron Maiden), fechando de forma primorosa. O mais interessante é que, logo na primeira audição você entende facilmente o motivo de terem escolhido fazer uma versão para “Powerslave”, pois os caras conseguiram colocar o Thrash, Death e o Heavy Metal tradicional juntos brincando em uma longeva amizade. Formada atualmente por Mauriano Lustosa (vocal), Parahim Neto (guitarra), Kaue Muller (baixo) e Marlo Lustosa (bateria) permanece fiel ao seu estilo desde sua fundação, talvez aqui com uma dose maior de peso em relação a seus trabalhos anteriores, o que ninguém é louco de contestar, não é mesmo?
Produção e mixagem honestas e corretas, todos os lados que a banda aborda: brutalidade, melodia, peso na jugular, cadencia e muita qualidade. Meus destaques vão para a “País Sem Salvação” (simplesmente uma cacetada raivosa com muita influência de Slayer), a pesadíssima e destruidora faixa título cujo riff de guitarra é forte candidato a bater até na mãe – pra mim a melhor do disco -, “World Demise”, que traz muita influência da banda Death (dos últimos trabalhos) em certas partes mais técnicas e, “Powerslave” (todos instrumentos estão exuberantes!) que ficou excepcional sem nenhum tipo de descaracterização!
Me arrisco a dizer que é disparado o melhor, mais pesado e mais bem feito que o Carniça tem em seu currículo! Simplesmente digno de constar em muitas listas de melhores do ano facilmente. Espero que continuem nessa pegada e nesse nível, pois se continuarem assim o a palavra Carniça vai ter outro sentido!
Vale destacar o excelente trabalho gráfico de encarte, capa e embalagem em CD slipcase! Banda que se valoriza é meio gol feito!









