Mecca – “Everlasting” (2023)
Frontiers Music
#HardRock #MelodicRock #AOR
Para fãs de: Toto, T’Bell, The L.A. Cowboys
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 6,0
Para quem não conhece, Joe Knez Vana, a mente por trás da banda, era o cantor das demos criadas por Jim Peterik (Survivor) para seus projetos. O Mecca surgiu exatamente dessa parceria que tinha o nome de Project Voyager antes de ser rebatizado.
Depois de seu praticamente clássico álbum de estreia, seu absurdamente belo segundo álbum e os elementos um pouco mais progressivos do terceiro álbum, surge então “Everlasting”.
Se você veio por conta das participações dos grandes músicos do estilo, desista. As figurinhas carimbadas do passado dão lugar a vários músicos italianos que Alessandro Del Vecchio (composição, produção e teclados) leva à tira colo. Desta vez os escolhidos são: Mitia Maccaferri (Inner Stream) no baixo e Mirko De Maoi (The Flower Kings, Mind Key) na bateria.
Só isso já seria motivo de preocupação, mas para amenizar um pouco a tensão temos Sven Larsson (Street Talk, Sapphire Eyes, Room Experience) na guitarra, além de participações de Joey Vana, filho de Joe, nos vocais e Tommy Denander e Stefano Lionetti (Lionville) nas guitarras.
Mas e as músicas? Será que os novos nomes estão à altura dos anteriores?
O anúncio de um novo álbum do Mecca normalmente gera ansiedade aos fãs. Já se imagina logo aquela gama de variedades melódicas e a classe musical costumeira, mas no caso de “Everlasting” há uma grande mudança de direção que faz tudo soar muito parecido e faz a banda perder a magia e o diferencial que sempre teve.
O envolvimento de Del Vecchio, apesar de todo o esforço e qualidade de Joe e Joey Vana e Sven Larsson, transforma a costumeira sutileza em robustez, melodias e letras ficam em segundo plano em prol das fórmulas batidas que ele compõe álbum após álbum e ano após ano.
Ainda temos lampejos das melodias infecciosas e dos refrãos calorosos em canções como “And Now the Magic is Gone”, “The Rules of the Heart”, “I Won’t Walk Away”, “Everlasting” ou “Falling”, mas sem a mesma identidade de outrora.
“Everlasting” deveria ocupar o mesmo lugar de seus antecessores sendo um retorno às melodias sensíveis que Vana emoldura tão espetacularmente com sua voz, mas, infelizmente, é apenas mais um produto advindo a toque de caixa da Frontiers.




