Malevolent Creation – “Warkult” (2004) (Relançamento 2025)

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Malevolent Creation – “Warkult” (2004) (Relançamento 2025)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#ExtremeMetal #DeathMetal #BrutalDeathMetal

Para fãs de: Morbid Angel, Death, Dismember, Gorefest

Texto por Thiago Silva

Nota: 9,5

Uma banda de alto calibre da escola old school do death metal, o Malevolent Creation sempre manteve firme sua identidade sonora. Originária de Buffalo, Nova York, a banda provou ao longo da carreira ser capaz de produzir obras devastadoras, e “Warkult” (2004), lançado pela Nuclear Blast, é um exemplo perfeito disso. O line-up da época contava com Kyle Symons (vocal), Phil Fasciana (guitarra, único membro remanescente da formação original), Rob Barrett (guitarra), Gordon Simms (baixo) e Dave Culross (bateria).

Gravado no Liquid Ghost Recording Studio, em Boca Raton (Flórida), e mixado no Wild Studio, em St. Zenon (Canadá), com co-produção da própria banda, o álbum traz 12 faixas em 43 minutos e 28 segundos de uma verdadeira avalanche sonora.

A capa, com um tanque de guerra em destaque, já antecipa o massacre sonoro: cada faixa passa por cima do ouvinte como um blindado em campo de batalha.

A introdução “Dead March” cumpre seu papel de preparar terreno para o ataque: guitarras pesadas, bateria avassaladora e a convocação de Symons, como um general do death metal, chamando suas tropas para a guerra.

Na sequência, “Preemptive Strike” cumpre o que promete: velocidade brutal, riffs cortantes e um solo certeiro como rajadas de metralhadora. “Supremacy Through Annihilation” reforça o clima de devastação, com guitarras colossais e a bateria de Dave Culross conduzindo a destruição.

“Murder Reigns” destaca a performance visceral de Kyle Symons, alternando vocais guturais com técnica impecável. Já “Captured” impressiona pelas viradas e blast beats de Dave, abordando em sua letra a brutalidade sofrida por prisioneiros de guerra.

“Merciless”, curta e direta, é um golpe fulminante em pouco mais de dois minutos. “Section 8”, uma das faixas mais marcantes do álbum, retrata a insanidade causada pelo combate, alternando momentos rápidos e arrastados que traduzem a demência mental de soldados em batalha.

Em “On Grounds of Battle”, o massacre continua: riffs pesados e vocais carregados de dor e sofrimento reforçam a imagem de corpos espalhados pelo campo de guerra. “Tyranic Oppression” aborda a tirania política em sua forma mais extrema, com duetos de vocais guturais e alternâncias entre velocidade e peso arrastado.

“Ravaged by Conflict” é curta, porém intensa, traduzindo o cenário devastado deixado pela guerra — fome e destruição em cada nota, coroada por um solo certeiro. “Shock and Awe” reflete o medo constante de ataques iminentes e cita, de forma crítica, extremismos religiosos que aterrorizam civis. Aqui, Symons entrega uma de suas interpretações mais intensas.

O álbum se encerra com “Jack the Ripper”, uma faixa visceral que retrata a audácia do famoso assassino em série. Com solos de guitarra arrebatadores e peso absurdo, funciona como um gran finale — possivelmente até uma bonus track — que fecha a obra de maneira grandiosa.

“Warkult” é a prova de que o Malevolent Creation manteve suas raízes em meio ao turbilhão de mudanças do metal nos anos 2000. Em vez de seguir caminhos comerciais, a banda permaneceu fiel ao old school death metal — e entregou um álbum brutal, honesto e indispensável para os fãs do gênero.

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