The Furor: “Phenomenal Abomination” (2026)

Dizazter
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The Furor: “Phenomenal Abomination” (2026)

Independente

#BlacknedDeathMetal

Para fãs de: Possessed Behemoth

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 8,5

“Phenomenal Abomination” é o oitavo álbum completo do The Furor, one-mand-band de Blackened/Death Metal da cidade de Perth/Australia. Dizazter, codínome do vocalista e multi-instrumentista Louis Rando, é o responsável por todas as vozes assim como por todos os instrumentos presentes na produção musical. Seria uma injustiça se não mencionássemos que Rando funciona bem como vocalista e, da mesma forma, é competente em cada um dos instrumentos que executa, com destaque especial para suas linhas de bateria.

Ao propósito de distorcer a curva do espaço-tempo, “Black Storm of Invincible Mayhem”, através do seu peso imensurável, desafia as leis da física com a conhecemos. “Molten Militia” é ainda mais avassaladora que sua antecessora, adornada perfeitamente pelos riffs de Dizazter. Já nesse momento da audição, pensamos que o auge da brutalidade fora alcançado, mas “Honour the Onslaught” mostra que nos equivocamos desgraçadamente.

Enfim, uma faixa começa um pouco mais calma. “Impaled Paradise” por meio minuto soa mais cadenciada, mergulhando em um mosh pit de pancadaria, logo depois. “Tirade of the Tyrants” introduz com uma atmosfera de suspense, sendo aquela que é a mais empolgante composição do registro. “Pandaemoniac” tem como diferencial o seu refrão, que caracteriza o que conhecemos como Blackened Death Metal, subgênero com o qual The Furor se identifica musicalmente.

O maior receio quando conhecemos um lançamento de Metal extremo e estarmos diante de um disco que pareça conte com um “tracklist de músicas iguais” ou muito semelhantes. Esse temor não se concretiza ao ouvirmos “Phenomenal Abomination” do The Furor, já que há bastente variação entre uma música e outra.

A trinca final mantém essa mesma escrita. Em primeiro lugar, “Culture Butcher” tem, inclusive, um momento dedicado a um solo de guitarra mais melódico, enquanto “Unquenchable Conquest” e “Vendetta of the Undead” são, de maneiras distintas, voltadas a brutalidade musical.

Indicamos “Phenomenal Abomination”, portanto, àqueles fãs de Metal extremo que dêem preferência a criatividade e não a fórmulas prontas.

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