Band of Spice – “Shadows Remain” (2017)

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Band of Spice
 – “Shadows Remain” (2017)

Scarlet Records
#StonerMetal#StonerRock#HardRock

Para fãs de: Spiritual BeggarsThe Mushroom River Band

Nota: 8,0

O terceiro trabalho da banda capitaneada por Christian “Spice” Sjöstrand chega mantendo as características de seu antecessor. Se em “Economic Dancers” (2015), as influências dos anos 70 eram latentes, aqui, isso acaba se repetindo, mas também recebe um pouco da sonoridade atual, transformando o stoner do grupo, deixando tudo com uma pegada mais próxima do metal. Tendo destaque na voz de Spice que se mostra crua (alternando momentos agressivos com outros mais melódicos), as músicas da banda tem por base as guitarras, que muitas vezes soam “sujas”, enquanto a cozinha deixa tudo pesado (dentro da proposta do grupo).

Obviamente que, muito do que se encontra aqui, tem nas bandas anteriores de Spice certa semelhança, mas também, como em toda banda stoner que se preze, a influência do Black Sabbath. Seja nos riffs, seja na batida precisa (Bill Ward segue sendo referência), isso fica bem nítido. Músicas como “The Pet” (preste atenção nesse riff e me diga se já não ouviu isso antes…), a pesada e insana “Coherent Train of Though”, “Don’t Bring Me the Flowers”, que traz uma faceta mais heavy metal por parte do grupo, “Caught in a War”, com seus momentos “country”, “They Are Around”, (que poderia estar no trabalho anterior), com um solo que se encaixou de maneira perfeita dentro da composição, “The Saviour and The Clown”, a melhor faixa, pois consegue unir o peso, a psicodelia e apegada hard setentista em uma única faixa e “Give Me a Hint” (até o AC/DC surge como influência por aqui) mostram toda a capacidade do grupo.

Neste terceiro álbum, a Band of Spice segue seu caminho e prova que já merece um maior reconhecimento. Se ainda não tem status de banda grande, seus três trabalhos mostram que isso é, até certo ponto, uma injustiça. Indicado aos apreciadores de uma sonoridade calcada nos anos 70, mas que não abre mão da modernidade e do peso.

Sergiomar Menezes

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