
Headless Crown – “Century of Decay” (2018)
Massacre Records
#HeavyMetal, #SpeedMetal
Para fãs de: Cataract, Sybreed, Tribes of Cain
Nota: 7,0
Três anos separam “Time for Revolution”, álbum de estreia do Headless Crown, de “Century of Decay”. Nesse meio tempo, os suíços excursionaram ao lado de Blaze Bayley e fizeram parte da Swiss Metal Alliance Tour (2017) com os compatriotas e mais rodados Elferya e Deep Sun. Os giros, ainda que locais e limitados, conferiram ao quinteto uma experiência necessária para amadurecer ainda mais seu Heavy Metal, que é essencialmente tradicional, mas não se faz de rogado ao tomar emprestado marcas registradas de outras vertentes como o speed, o power e o prog.
O primeiro momento a chamar a atenção por completo deste que vos escreve é “The Blackness”. Começa pelo belo timbre de guitarra na suave introdução, indo até o ápice num solo a quatro mãos, cortesia da competente dupla Manu Froelicher e Ced Legger. Já os dois primeiros minutos de “Grinder of Souls” são o tipo de coisa que o Judas Priest poderia ter feito em “Angel of Retribution”. Aliás, o registro do vocalista Steff Perrone, talvez o elo mais frágil na corrente, no decorrer do álbum lembra o grave cada vez mais explorado de Rob Halford.
“Plan 9” dá uma guinada em direção ao mid-tempo alternativo e industrial enquanto “The End” retoma o espancamento desenfreado de peles por parte do excelente Carlos Bensabat, que substitui o batera original, V.G. Richardson, sem dar espaço para eventuais viúvas. Apesar do nome, a faixa não é a saideira e não está sequer na reta final do álbum, que ainda reserva mais três petardos para o headbanger cuja próxima estação serão quinze dias de colar cervical. Torcicolo garantido ou o seu dinheiro de volta.
Acompanhe aqui no Metal Na Lata, dia 12 de fevereiro, a estreia de seu primeiro videoclipe.
Marcelo Vieira





