James Christian – “Craving” (2018)

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James Christian
 – “Craving” (2018)

Frontiers Music
#HardRock , #MelodicRock

Para fãs de: House of LordsNight RangerRevolution SaintsEclipse, Hardline

Nota: 8,5

Lá se vão quase vinte e cinco anos do primeiro disco solo de James Christian, a voz e a alma do House of Lords, e “Craving” é sua quarta e mais recente investida na sua carreira solo, que já causa boa impressão na faixa de abertura, “Heaven Is A Place In Hell”.

Oscilando entre climas e adrenalina, essa faixa mostra um vocalista despido das exuberâncias musicais de sua banda principal, conferindo uma experiência mais do que interessante ao ouvinte, que vê elementos clássicos do AOR e do Melodic Rock serem reajustados de uma forma menos megalômana, mais direta, mas ainda eficiente, como na vibrante “Wild Boys”, ou no Hard Rock de “Sidewinder”.

Fica evidente como a maturidade contribuiu para o alto nível deste material, na forma como Christian molda sua melodias acessíveis, estrutura seus arranjos, e pincela os detalhes de cada composição. Observe o multivariado trabalho da seção rítmica em todo o álbum.

James Christian sempre foi um compositor muito acima da média, e em “Craving” ele coloca toda a sua inteligência musical em plena atividade enquanto confecciona com criatividade alguns momentos que empolgarão qualquer fã de Melodic Rock. Até baladas como “Craving” e a climática “I Won’t Cry” soam infalíveis.

Só a brega “World Of Possibility” soa menor dentro do contexto, mas nada que estrague o produto final. Num trabalho como esse o artista quer explorar uma amplitude musical que ele não pode fazer em sua banda principal. Isso explica as multivariadas abordagens que ele explora no trabalho.

Claro que isso traz oscilações no contexto de “Craving” como um todo, todavia, no geral, temos as linhas vocais certeiras, ganchos melódicos fortes, instrumental coeso e com algo de diferente construindo momentos familiares (como em “If There’s A God”). Elementos que fazem deste lançamento, aos meus ouvidos, um trabalho interessante de James Christian, mesmo que a produção pudesse ter sido um pouco melhor!

Marcelo Lopes Vieira

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