
MaterDea – “Pyaneta” (2018)
Midsummer’s Eve
#SymphonicMetal, #FolkMetal
Para fãs de: Eluveitie, Xandria, Nightwish
Nota: 7,5
Quando uma banda tem nada mais nada menos do que duas violinistas e uma violoncelista em seu line up o que se espera é uma sonoridade distinta, aproveitando o melhor que esses instrumentos podem oferecer. Uma oportunidade de fugir da mesmice e entregar algo que outras bandas não podem fazer simplesmente por uma limitação física de seus componentes.
Pyaneta, o quinto disco dos italianos do MaterDea, definitivamente não conseguiu explorar todo o potencial que tinha em mãos, mas não deixa de ser um disco repleto de passagens interessantes como a música “S’accabadora”, com uma introdução declamada por uma voz masculina sombria sequenciada por uma conversa na medida entre o agudo dos violinos, a bateria no contratempo de Carlos Cantatore e a guitarra e baixo ditando o peso.
Estamos diante de uma banda onde as grandes estrelas são as cordas. Os violinos, aliás, são tocados por duas moças: Giulia Subba e Camila D’Onofrio. As duas ainda têm a companhia de uma terceira: a violoncelista Chiara Manueddu. Quando o trio está inspirado, vemos um trabalho digno, quando a banda cai para o que já vem sendo feito, vemos apenas um espectro de bandas como Xandria, Nightwish ou até mesmo Eluveitie.
A vocalista Simon Papa tem uma voz suave e não muito marcante, mas quando as melodias ajudam ela consegue fazer um bom trabalho. Vez ou outra ela é acompanhada por Marco Strega, que além de guitarrista, faz um bico aqui e ali de vocalista.
Voltando às músicas, “The Return of the King” é uma composição mais cadenciada que funciona bem, com um verso onde a guitarra distorcida faz um dedilhado distorcido. Já “The Legend of the Pale Mountains” traz uma inesperada sanfona e um clima de minueto dançante, com o compasso 3 por 4 tão característico desse tipo de som, lembrando uma valsa.
Faltou um pouco de peso e saber explorar melhor seus próprios integrantes, mas com certeza o MaterDea fez por onde e em diversas passagens grandes nomes como Rick Wakeman e Yanni parecem emergir dos violinos e massas orquestradas. Infelizmente, a pouca expressão da vocalista Simon Papa impede a banda de marcar mais o ouvinte.
Gustavo Maiato





