
Accept – “Too Mean To Die” (2021)
Nuclear Blast
#HeavyMetal
Para fãs de: Judas Priest, Saxon, Primal Fear, Grave Digger
Nota: 8,5
Trocar de vocalista é sempre algo complicado. Existem casos em que a banda afunda com a troca e a culpa acaba em cima do pobre sucessor, que na grande maioria das vezes sequer tem culpa no cartório. Existem casos onde o grupo em si muda e se adapta ao novo vocal e existem também aqueles casos que a troca funciona e muito bem (como é o caso do Accept), e olha que Mark Tornillo teve a missão de substituir ninguém menos que Udo Dirkschneider, lenda viva do metal.
Capitaneados pelo lendário Wolf Hoffmann (único remanescente da formação original) o Accept nos entrega um discaço de Heavy Metal! “To Mean to Die” é daqueles discos que TODAS as músicas são excelentes, são 11 canções na média entre quatro e cinco minutos que desfilam com maestria pelo metal clássico, flertam com o hard rock aqui e acolá porém sempre com ótimas linhas vocais e melodias marcantes além é claro, do andamento acelerado característico da banda.
O som que a banda já vem praticando desde seu retorno em 2010 permanece intacto aqui, porém sinto uma leve aproximação do Hard’n’Heavy que a banda já visitou no passado em sua vasta discografia.
O vocal de Tornillo está ainda mais afiado e um pouco mais melódico também, se afastando de vez da comparação com Udo. E em alguns pontos me lembrou o Andi Deris do Helloween nas linhas vocais de músicas como “No Ones Master”. A semelhança é alta, você chega a pesquisar pra saber se o Deris não canta como convidado.
“Zombie Apocalypse” abre de forma apoteótica, caindo naquela levada típica do Accept com um refrão bem forte, com ótimos solos de Hoffmann. O ritmo segue na música título “To Mean to Die”, com uma letra bem legal. Já “Overnight Sensation” vem com a levada mais hard, e casa perfeitamente com a voz de Tornillo.
Após o metalzão speed da já citada “No Ones Master” vem a minha favorita do disco, “The Undertaker” que tem um dedilhado belíssimo e desemboca em um hardzão bem pesado onde o vocal brinca com a variedade de timbres. Esta tem também um clipe bem legal que você pode conferir abaixo no final da resenha. Mas é em “The Best is Yet to Come” que Tornillo brilha, uma balada pesada de muito bom gosto. O ritmo do disco segue forte com outras pedradas como “Sucks to Be You” e “How Do We Sleep” (esta a que mais lembra o Accept clássico) até a ótima instrumental “Sansom And Delilah” que fecha esse ótimo “Too Mean To Die”.
Não é uma tentativa de recriar a roda, nem é um disco que faça frente aos clássicos “Balls to the Wall” ou “Restless and Wild”. Mas é um disco que honra o nome e a história do Accept em sua gloriosa discografia.
Mesmo com seus 45 anos de pista, o Accept ainda tem muita lenha pra queimar e “Too Mean to Die” é o exemplo disso. Parabéns à Hoffmann e sua turma, por permanecerem relevantes por tanto tempo.
Vida longa ao Accept!!
Thiago Barcellos





