
Alter Bridge – “The Last Hero” (2016)
Napalm Records | Hellion Records Brazil
#PostGrunge, #GrooveMetal, #GrooveHardRock, #AlternativeMetal
Para fãs de: Tremonti, Five Finger Death Punch, Volbeat, Disturbed, Sevendust
Nota: 9,0
Falar de Alter Bridge como crítico musical é muito difícil para mim, já que é uma das bandas na atualidade que mais me emociona e causa sensações (ótimas) diversas, mas vamos lá com imparcialidade: “The Last Hero” me surpreendeu positivamente! Não que os últimos álbuns de estúdio, “AB III” (2010) e “Fortress” (2013) sejam ruins, bem longe disso, são excelentes, mas perto de clássicos como “One Day Remains” (2004) e “Blackbird” (2007), ficaram devendo um pouquinho. Agora, com “The Last Hero”, a banda chegou para mostrar que voltou aos trilhos e revigorada!
Aqui vai um adendo: Myles Kennedy (vocal/guitarra) tem o dom! O cara canta muito, tem uma puta presença de palco e consegue fazer um mega sucesso por onde passa, seja com Slash, Alter Bridge e, agora, também, em carreira solo, da mesma forma que o gênio Mark Tremonti (guitarra) alcançou o mesmo fato em todas bandas passa: Creed, Alter Bridge e Tremonti. Brian Marshall (baixo) e Scott Philips (bateria) não ficam atrás não, os caras mostram bonito que não são meros coadjuvantes!!! Resumindo, os caras sabem fazer sucesso e não tocam em qualquer buraco para meia dúzia de bêbados pois pouca coisa eles não são! Entendam isso de uma vez por todas, os caras estão no TOPO e gostem ou não gostem os xiitas vão ter que engolir isso.
Voltando ao disco, aquela ‘vibe’ de “Blackbird” está de volta e com muito afinco, com uma produção impecável, eles conseguiram cativar o ouvinte em todas as 14 faixas, sejam elas pesadas, agressivas, ou até mesmo baladas mais radiofônicas. Poucas bandas conseguem agradar dessa forma! Querem exemplos disso? Fácil! “The Writting On The Walls” com seu peso ‘dançante” (sim, escutem e tirem suas conclusões) a lá Disturbed, “The Other Side”, “Island of Fools” e “Crowns On A Wire” – as porradas sensacionais do disco, com destaque total para a última pois não sai de sua cabeça – com a genialidade monstruosa dos riffs/rifferamas ganchudos(as), as mais comerciais e grudentas “Show Me A Leader” e “My Champion” devido o alto astral em ambas, as belíssimas baladas “Cradle To The Grave” e “You Will Be Remembered” (sensacional essa última, com destaque para Myles, de novo!), as cadenciadas/mid tempo perfeitas para serem tocadas nas rádios e virarem hits “Losing Patience”, “This Side O Fate”, e a faixa título que mostra TUDO isso citado acima em forma de genialidade (prestem atenção no que a música se torna depois do minuto 6:42 e me digam se não são gênios ao mudarem da água para vinho na mesma faixa!). E para fechar o lançamento nacional pela Hellion Records, temos a ótima faixa extra “Last Of Your Kind”.
Enfim, um excelente álbum cheio de refrões dignos de grude por eficiência (no bom sentido) que eleva a banda ainda mais ao topo e simplesmente chuta a bunda de todos que a chamam de “bandinha de filhinho de papai” ou “bandinha de modinha”. Guardem bem o que vou dizer, o Alter Bridge já está engolindo muita banda grande por aí, e isso só vai aumentar nos próximos anos!
Obs: Tremonti = gênio atemporal da guitarra, tanto nas bases como solos! Ainda não acredita? “Crowns On A Wire”, escute no volume máximo! Se você está começando a tocar o instrumento ai vai uma dica: Não comece ouvindo Mark Tremonti, porquê o cara é um alien que vai te fazer até broxar por saber que nunca/jamais você tocará nem 1/9 do que esse monstro toca. #ficadica
Johnny Z.





