Amon Amarth – “The Pursuit Of Vikings: 25 Years In The Eye Of The Storm (Blu-Ray) (2018)

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Amon Amarth “The Pursuit Of Vikings: 25 Years In The Eye Of The Storm (Blu-Ray) (2018)
Metal Blade Records
#VikingMetal#DeathMetal#MelodicDeathMetal

Para fãs de: Six Feet UnderUnleashedHypocrisyVader

Nota: 10

Alcançar 25 anos de carreira, nessa indústria atual da música, não é para qualquer um. O Amon Amarth conseguiu não só chegar nessa marca como, também, com muita determinação, chegar ao topo. Sim, meus caros leitores, a banda está no topo. Aceitem que dói menos. Você pode até não gostar do som que eles fazem, mas seja coerente em assumir que estão lá em cima. É o mínimo que você pode fazer se não apreciar o que a banda faz. Mínimo!

Dito isso, vamos agora a quem realmente gosta da banda. Ah, só que antes disso, quero deixar claro que, para se escrever sobre algo, além de entender do riscado deve-se REALMENTE ouvir/ver o lançamento, ok? Infelizmente vi por ai resenhas que o “crítico” sequer assistiu todo conteúdo, mas sim somente o áudio de uma parte do pacote. Triste realidade, mas a mim ninguém engana.

Eu recebi SOMENTE O ÁUDIO da gravadora Metal Blade (os dois shows presentes) há um bom tempo, mas resolvi esperar ter em mãos o produto completo (áudio e imagem) para vir aqui e passar para vocês, nossos queridos leitores, o que sempre prezei: coerência e fatos concretos sem “escrever por escrever” só para aparecer como “oh, recebi primeiro, sou o fodão”, “mimizar” por likes “falsos” ou chorar por confete.

Bom, chega de lero-lero, para quem servir essa carapuça espero que a use com gosto.

Presente no pacotão especial, o Amon Amarth nos brindou com dois shows completos no festival Summer Breeze, na cidade de Dinkelsbühl, em Bavaria, Alemanha, em 2017. Um no dia 16 de agosto, no palco T-Stage e outro no dia seguinte no palco principal, Main Stage, além e um belíssimo, emocionante e divertidíssimo documentário.

Falando primeiramente dos shows, temos apenas UMA única música que se repete nos dois, que é a clássica “Twilight Of The Thunder God”, pois o restante é tudo diferente! Ou seja, o Amon Amarth sabe agradar a todo mundo, quem esteve lá nos shows e quem comprou o material.

O primeiro show, no T-Stage, temos uma produção de palco um pouco menor, logicamente, mas nesse show a banda se focou em material até o álbum “Twilight Of The Thunder God”, ou seja, só velharia das boas! Já no segundo show, o foco maior do lançamento, material mais recente com uma produção completa de palco, pirotecnia assustadoramente impecável, barco viking, fogo, fogo, fogo e muito fogo! Coisa linda! Duvido você não tele-transportar para lá! Em ambos temos imagens e som impecáveis, e isso junto com a performance afiadíssima da banda só eleva ainda mais o pacote. Os caras REALMENTE estão no auge! O peso que sai daquelas guitarras em “Raise Your Horns”, só para citar um exemplo, é algo de cair o queixo! Duvido você não erguer seu punho nessa música! DUVIDO!

Se você assistir outros lançamentos da banda no passado e comparar com este vai notar não só um crescimento exponencial como, também, uma banda mais solta e que tem a plateia inteira na sua mão. Sabe o que isso significa? SUCESSO!

Seria uma injustiça eu vir aqui destacar alguma faixa em específico, pois o todo se completa e se você resolve assisti-lo na íntegra, sem pular faixa nenhuma, vai perceber o quão afortunado foi em não ter deixado nada para trás. Faça um bem a si mesmo, assista tudo de cabo a rabo!

Sobre o documentário, infelizmente sem legendas (nem em inglês), temos a história da banda sendo contada por Johan Hegg (vocal), Ted Lundström (baixo), Olavi Mikkonem (guitarra) com maior frequência, pois são os membros mais antigos da banda, e alguns poucos comentários de Johan Söderberg (guitarra) e apenas um do atual baterista, Jocke Wallgren, contando sobre sua entrada na banda de forma rápida.

Alguns fãs acham que, como a banda é meio “carrancuda” no palco, imaginam que os músicos em suas vidas pessoais também são. Ledo engano, principalmente Johan Hegg que mostrou ser um cara extremamente alto astral em suas atitudes e palavras. E fica claro que não é só para “passar uma imagem simpática no documentário não”. Assistam e tirem suas conclusões.

Por todo documentário, que passa longe de ser cansativo mesmo com suas quase duas horas de duração, temos histórias da banda desde antes de sua formação, fatos sobre gravações de “alguns” (sim, entre aspas pois achei um pouco superficial deixando de fora praticamente tudo pós “Versus The World”), comentários de produtores como Peter Tägtgren (com direito a pizza e uma visita “inesperada” dãããã – tá acredito) e Andy Sneap (esse último mostrando diversas camadas de vozes, guitarras e etc na faixa “Raise Your Horns”). Impossível não no emocionarmos quando Olavi e Johan Hegg (especialmente esse, onde quase despenca em lágrimas. Imaginou isso??? Foi tenso!), falam sobre a morte do amigo e empresário da banda, Michael Trengert, em 2013 e como esse foi importante para o crescimento da banda, e para fechar com chave de ouro, mostrando a banda tietando o Iron Maiden! Sim, indo no backstage, tomando cervejas Trooper Beer, usando camisetas oficiais de futebol da banda no meio da galera assistindo o show dos ingleses e etc. Infelizmente, nenhum músico do Iron Maiden apareceu no documentário, exceto uns pequenos trechos do show em questão na turnê do “The Book Of Souls”, mas valeu pela hospitalidade inglesa trivial!

É muito bacana vermos que músicos consagrados são pessoas normais e que idolatram outros músicos e bandas, e aqui ficou latente isso sobre o Iron Maiden. O sorriso nos rostos dos caras por estarem lá me mostrou que eu, com meus mais de 40 anos, ainda bem, sou normal (risos).

Meu pequeno ponto negativo ficaria por conta que os antigos membros poderiam ter aparecido e darem seus comentários, pois ao final do documentário temos um pequeno agradecimento a eles como forma de agradecimento somente. Independente do que tenha acontecido no fato pessoal entre todos, seria perfeito e respeitoso se todos eles, até os os músicos dos primórdios da formação, participassem com algum comentário e não somente termos um agradecimento meio “vai, pra não ficar chato”. No mais, não é por causa disso que a nota dada deveria ser menor, pois PRA MIM foi até pouco!

Johnny Z.

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