Baú Metal Na Lata 3: Death (Chuck Schuldiner), Estados Unidos

Chuck-photograph-by-Catherine-McGann-
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Baú Metal Na Lata 3: Death (Chuck Schuldiner), Estados Unidos

A princípio como Mantas, Death nasceu na cidade americana de Altamonte Springs/FL, no ano de 1983. Após 25 demos, em 1987, enfim, já como Death, saiu o debut “Scream Bloody Gore”. Em sua gravação, Chuck Schuldiner foi responsável pelas vozes e instrumentos, salvo a bateria que ficou por conta de Chris Reifert, integrante do Autopsy. Reifert, a propósito, segue atualmente como membro do Autopsy. Como resultado, essa obra trouxe dez faixas que consolidaram os padrões do que chamamos Death Metal até hoje. Anteriormente, mais precisamente dois anos antes, Possessed já havia apresentado as sementes desse cultuado subgênero através do seu primeiro full lenght, “Seven Churches”.

O segundo capítulo completo dessa história teve início com o lançamento de “Leprosy”, em novembro de 1988. Mas, dessa vez, Chuck contou com Bill Andrews na bateria e Rick Rozz na guitarra e também como parceiro em algumas composições. Trazendo consigo a genialidade, assim como o espírito criativo, Schuldiner não se contentava em seguir fórmulas em suas criações. Ou seja, ele jamais permaneceu em qualquer zona de conforto.

CHUCK SCHULDINER / DEATH / REPRODUÇÃO

Em 16/02/1990, “Spiritual Healing” apresentava a primeiro super line-up do Death. Bill Andrews, do Massacre, continuava a comandar as baquetas, porém James Murphy assumiu a segunda guitarra e Terry Butler (Obituary), o baixo. Assim sendo, lançamento após lançamento, a sonoridade do Death foi se tornando mais técnica e complexa. Contudo, ainda navegando pelos mares do Metal da Morte.

Logo após a turnê do álbum “Spiritual Healing”, Death virou o projeto solo de Chuck Schuldiner

Desde que o Death iniciou suas atividades, Chuck Schuldiner sempre capitaneou esse projeto. No entanto, ainda se tratava de uma banda. Logo depois da conclusão da turnê de seu terceiro álbum completo, por conta de problemas com os músicos, Schuldiner decidiu que daí em diante só trabalharia com músicos contratados. Desse modo, o clássico “Human” contou com Sean Reinert (bateria), Paul Masvidal (guitarra) e o fantástico Steve DiGiorgio (baixo).

O registro que veio na sequência, “Individual Thought Patterns”, contou com uma formação ainda mais impressionante. Além de Chuck, Steve DiGiorgio e Gene Hoglan compuseram a cozinha do Death, deixando sua música mais técnica e complexa que nunca. Chuck estava fazendo com que nascesse então o Progressive Death Metal.

Em “Symbolic” (1995), Chuck alterou de vez o seu gutural original por uma voz rasgada e agressiva, enquanto o instrumental do Death se aprofundava cada vez mais em suas veias progressivas. Bobby Koelble (guitarra), Kelly Conlon (baixo) e Gene Hoglan (bateria) foram os responsáveis por essa gravação.

Infelizmente, em 31/8/98, “The Sound of Perseverance”, último disco do Death, saia pelo selo Nuclear Blast Records. Embora, nessa época, Chuck estivesse dividindo sua atenção com outro projeto paralelo, Control Denied, ele é mais uma obra prima na história da banda que nasceu na Florida na década de 80. Em 1999, quase ao mesmo tempo em que lançava o único trabalho do Control Denied, “The Fragile Art of Existence”, Chuck começou a sentir fortes dores de cabeça e foi diagnosticado com câncer no cérebro.

Ele chegou a passar por uma cirurgia para retirar metade do tumor e voltou a ativa, mas infelizmente o câncer reapareceu pouco tempo depois. Em 13/12/2001, Chuck faleceu em sua residência aos cuidados de sua mãe. Morria, portanto, a alma que inspirava toda a criação do Death. Entretanto, o legado musical de Schuldiner jamais irá se apagar.

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