Benediction – “Transcend The Rubicon” (1993) (Relançamento 2024)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Asphyx, Malevolent Creation, Cancer
Texto por Lucas David
Nota: 10
Chegando ao terceiro disco da carreira, os gigantes do Benediction apresentaram aos fãs um de seus melhores e mais clássicos petardos até os dias de hoje: “Transcend The Rubicon”. A essa altura do campeonato a banda já tinha feito barulho na cena extrema dos anos 90, porém nos álbuns anteriores, “Subconscious Terror” (1993) e “The Grand Leveller” (1991), que também são incríveis, a produção deixou um pouco a desejar. Mesmo fazendo parte de uma estética característica da época, com a “sujeira” sendo um ponto importante nos lançamentos, foi em “Transcend The Rubicon” que a banda encontrou seu som, com uma qualidade de produção superior, e assim mostrando toda sua força.
O que se mantém aqui dos outros discos são as influências punk (principalmente na bateria) misturadas no Death Metal, com certo direcionamento para o que a banda faria no futuro, adicionando mais toque de Hardcore. Já nas novidades podemos notar a adição de partes mais técnicas, com riffs mais trabalhados e solos mais frenéticos cheios de feeling, se aproximando ao que o Death fazia em seus discos. É claro que o Benediction não era uma banda que se firmava em solos de guitarra, porém os poucos presentes em “Transcend…” servem para mostrar uma banda em seu ápice criativo.
Abrindo o disco sem nenhum rodeio temos “Unfound Mortality”, com um riff matador de guitarra, uma bateria que pune os ouvidos e os urros de Dave Ingram soando intimidadores. Ela tem uma mudança de ritmo no meio que tem uma veia mais Thrash, mas logo volta para a agressividade do começo. “Nightfear” é mais uma pedrada com um riff sujo, uma levada de bateria com groove e cheia de viradas que fará você bater a cabeça incansavelmente.
“Painted Skulls” diminui um pouco a velocidade e aposta mais em um ritmo cadenciado e grandioso, que preenche todos os espaços. Novamente a voz de Ingram dá um show e está mais monstruosa. Na metade da duração ela retoma a velocidade das anteriores. “Violation Domain” tem mais um riff incrível, e nesse ponto você já está entregue a quantidade de sujeira e peso que pode sair de uma guitarra, além de um solo vindo diretamente de “Leprosy” do Death.
No fim, “Transcend The Rubicon” é um clássico do Death Metal com todos os elementos que os fãs buscam, com uma arte incrível do mestre Dan Seagrave na capa, além de apresentar uma das melhores fases do Benediction. Se ainda não tem ou não conhece, vá agora mesmo atrás e seja agraciado com uma pérola do gênero!





