Black Label Society – Tropical Butantã, São Paulo/SP (06/04/2019)

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Banda principal: Black Label Society
Banda de abertura: Acid Tree

Local: Tropical Butantã, São Paulo/SP
Data: 06/04/2019
Produtora: Liberation
Assessoria: The Ultimate Music

Texto, fotos e vídeos por Guilherme Werneck

Zakk Wylde sem dúvida nenhuma é um dos músicos mais idolatrados e amados pelos brasileiros, não importa o que ele venha fazer, com quem tocar, vai ter uma legião de seguidores seguindo os seus passos e prontos para presenciar um pouco da sua magia, que não é pouca, presenciar momentos de muito peso e som da melhor qualidade com essa lenda do metal mundial!

Após cinco anos, Zakk trás o seu Black Label Society ao Brasil com a turnê do disco “The Grimmest Hits” lançado no passado e a ansiedade era grande para matar a saudade da banda, mas nesse meio tempo muito se engana quem acha que nesse período ele não deu uma passadinha, pelo contrário, fez show solo e acústico em 2015, trouxe o Zakk Sabbath em 2016 e ano passado esteve por aqui acompanhando Ozzy Osbourne nas guitarras, todas as turnês com ótimos públicos, o que mostra que aquela máxima de “pra que ver o Zakk se já vi no ano passado” ou de maneira depreciativa “de novo esse cara por aqui?”, para ele não vale, proporcionando sempre uma experiência única.

Desde o começo da tarde, uma multidão de “camisetas pretas” já tomava os arredores do Tropical Butantã em São Paulo apesar do show só estar previsto para iniciar às 21 horas e trinta minutos e por todo o dia a cerveja rolava solta pelo lado de fora, metalheads lembrando momentos vividos em outras apresentações deste gigante, tudo que era válido para fazer o tempo passar mais rápido e a ansiedade diminuir para o que estava por vir.

20 horas no relógio, horário previsto para a abertura da casa para o público e a fila já dava volta no quarteirão. O atraso de meia hora para liberação da entrada deixou a horda de fãs que aguardava a entrada um pouco impaciente pelo cansaço somado e um pouco de álcool a mais na cabeça do que o desejado, fizeram com que muita gente já entrou no Tropical Butantã mais pra lá do que pra cá, o que não era um problema, afinal, era dia de festa.

Escalado para aquecer os motores da noite, os caras do Acid Tree em pouco mais de meia hora apresentaram o seu som fortemente inspirado pelo Black Sabbath e clássicos do Hard N’ Heavy com grandes doses de psicodelia e muito peso, não fizeram feio, mas não empolgaram os presentes que estavam na ânsia de matar as saudades do seu ídolo das seis cordas.

E com um pouco de atraso, um mash-up avassalador de “Whole Lotta Love” e “Black Sabbath” anunciando o que estava por vir. Black Label Society, levando todos à loucura, ao final da introdução o bandeirão da banda cai da frente do palco e os primeiros riffs do clássico “Genocide Junkies” começam a ecoar pelo Tropical Butantã lotado, iniciando um sequência de pedradas da banda composta por “Funeral Bell”, “Suffering Overdue” e “Bleed For Me”, todas cantadas à plenos pulmões por todos os presentes.

Sem baixar o peso da noite, “Heart Of Darkness” é a primeira faixa executada do mais recente disco da banda, que já parecia um clássico de tão bem que foi recebida pelo público, seguida por mais um grande clássico que mais uma vez deixou à todos sem fôlego, “Suicide Messiah” foi um dos grandes momentos da noite sem dúvida e a prova final de que “Grimmest Hits” é um baita álbum e foi muito bem aceito pelos fãs brasileiros é que a sequência “Trampled Down Below”, “All That Once Shine” e Room Of Nightmares não deixou ninguém respirar, estava tudo simplesmente insano.

Todos precisavam tomar um fôlego e sem perder em nada de qualidade, vinha aí uma sequência semi-acústica revisitando algumas faixas lado b do início dos primeiros trabalhos da banda com “Bridge To Cross”, “Spoke In The Wheel”, “In This River” (com Zakk no piano e Dario Lorna na guitarra, foi uma belíssima homenagem aos irmãos “Abbott”, Vinnie Paul e Dimebag Darrell do Pantera, ambos falecidos e grandes amigos do frontman da banda quando vivos) e “The Blessed Hellride encerra com maestria esse momento mais leve do show.

Com baterias levemente recarregadas, a porradaria volta a cena com “A Love Unreal”, mais uma das grandes faixas do novo trabalho da banda, “Fire It Up” sendo reproduzida letra por letra, riff por riff pela legião de fãs presentes e após uma breve saída do palco, os PAs iniciam a introdução da destruidora “Concrete Jungle” e para acabar com tudo e saciar todas as necessidades dos fãs, “Stillborn” encerra mais essa noite perfeita protagonizada por Zakk Wylde e seu Black Label Society.

Zakk Wylde, não sabemos se é recíproco, mas não há nenhuma dúvida que o Brasil te ama e pode vir quantas vezes você quiser para cá, com o projeto que quiser que vai haver uma multidão de metalheads presenciando você devorar a sua Bullseye, sempre certeza de momentos históricos para os amantes do Heavy Metal.

Setlist Black Label Society:

Genocide Junkies
Funeral Bell
Suffering Overdue
Bleed for Me
Heart of Darkness
Suicide Messiah
Trampled Down Below
All That Once Shined
Room of Nightmares
Bridge to Cross
Spoke in the Wheel
In This River
The Blessed Hellride
A Love Unreal
Fire It Up
Concrete Jungle
Stillborn



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