Black Paisley – “Perennials” (2018)

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Black Paisley – “Perennials” (2018)
Independente
#ClassicRock#HardRock

Para fãs de: Radiation Romeos, No Hot AshesOdyssey Desperado

Nota: 6,5

O Black Paisley surgiu como uma derivação autoral do StephMetal, calejada banda cover sueca que possui na bagagem tanto prêmios como um bom histórico de turnês pela Europa. A estreia em disco viria no começo de 2017 com o independente “Late Bloomer”. Passados menos de dois anos, o quinteto chefiado pelo cantor e compositor Stefan Blomqvist lança seu segundo trabalho, que na teoria é um blend de classic rock com hard rock, mas que na prática revela-se mais diversificado, com certo acento southern norte-americano e o senso de novo milênio que torna o som mais interessante para quem sabe que o rock não morreu nos anos 1970.

O problema talvez esteja na ordem das músicas, ou na escolha dos primeiros singles: por melhores que sejam, “I Want Your Soul” e “Stronger” – curiosamente, a primeira e a última faixas de “Perennials” – são pontos fora da curva. A primeira, um megalodon cuja dentição reforça a tese de que ninguém produz melodic rock como a Escandinávia; a segunda, um arremedo de emotividade que abraça os clichês na mesma proporção em que almeja o posto de balada do ano; ambas androides sem par, carentes de semelhantes no CD com o mesmo engajamento e a mesma qualidade.

“Mother” (inspirada em “Fire and Water” do Free), “Step Back” (também lançada como single) e “Trying” (uma tirada oitentista com refrão empolgante) são muito boas, mas é só: o excesso de baladas ou quase-baladas – “Day By Day”, “Sometimes”, “Miss Me” e “Without You”, todas posicionadas na primeira metade do álbum – cansa de leve, brocha e muito. Antes “Stronger” fosse filha única. E antes “Perennials” tivesse menos músicas, também. Todo mundo sabe que treze não dá certo.

Marcelo Vieira

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