Blue Oyster Cult – “The Symbol Remains” (2020)

BOC - The Symbol Remains
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Blue Oyster Cult“The Symbol Remains” (2020)
Frontiers Music
#HardRock#MelodicRock#ClassicRock

Para fãs de: Alice Cooper, Kansas, Foghat

Nota: 7,5

Fiquei surpreso ao saber que dezenove anos depois os lendários Novaiorquinos lançariam um novo álbum. Mesmo sendo um fã casual acho importante o retorno de uma entidade do Rock.

A banda possui apenas dois integrantes da fase clássica: Eric Bloom (vocais e guitarras) e Donald “Buck Dharma” Roeser (guitarras e vocais) além dos “estreantes” Richie Castellano (teclados, guitarras e vocais) e Jules Radino (bateria) (estão na banda desde 2004, mas como não participaram do último álbum (2001) é a estreia de ambos). Danny Miranda retorna ao baixo.

Aliás, esse mix de vocalistas (Castellano, Dharma e Bloom) refrescam a velha magia trazendo novas cores para o décimo quinto álbum da banda “The Symbol Remains”. Apesar do tempo passar o velho e bom Hard Rock deles ainda pode ser relevante.

Ouvindo as primeiras faixas “That Was Me” (sólido Hard Rock), “Box In My Head” (metáfora sobre os relacionamentos lembrando os grandes momentos do BOC) e “Tainted Blood” (mergulhando de cabeça no AOR do Magnum) tive uma certeza: o “velho” BOC estava de volta.

Além das faixas de abertura algumas outras são dignas de nota: “The Return Of St. Cecilia” (Hard Rock da melhor qualidade que não soaria deslocado nos grandes álbuns da banda), “The Alchemist” (baseado em um conto de H.P. Lovecraft é um épico com pitadas de Iron Maiden contando uma história da loucura de um homem, vingança e maldições. Que letra! Que música!), “Edge Of The World” (o clássico Blue Oyster Cult, sua conexão com a modernidade e a ironia das teorias da conspiração) e “The Machine” (sobre o vácuo cultural da tecnologia hoje em dia além do nosso “relacionamento” com os “smartphones”).

Se há algo negativo pode ser a suposição do “formato” Frontiers influenciar no resultado e a banda não experimentar tanto como em lançamentos anteriores.

Apesar de nem sempre acertar o alvo, “TSR” fervilha de energia e emoção enquanto passeia pelo Rock N’ Roll e vários de seus derivados. O Blue Oyster Cult realmente deveria ter um maior reconhecimento.

João Paulo Gomes

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