Burn Down Eden – “Liberticidal” (2018)

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Burn Down Eden “Liberticidal” (2018)
Kernkraftritter Records
#DeathMetal#MelodicDeathMetal

Para fãs de: The Black Dahlia MurderAt The GatesCarcass, In Flames (antigo)

Nota: 8,5

Se você, assim como eu, já estava descrente do saturado Death Metal Melódico, dê uma chance a “Grotesque Satisfaction”, terceira faixa deste “Liberticidal”, segundo álbum da banda alemã Burn Down Eden.

Saiba que se você gostou do que ouviu nessa faixa, as outras nove composições do álbum trazem aquele Death Metal Melódico à moda antiga, que crispa o peso altamente técnico do Death Metal com melodias complexas e mudanças de andamentos intensas, remetendo a bandas como The Black Dahlia Murder (no apelo caótico), At The Gates (na estrutura old school), Carcass (nas progressões da guitarra), e ao antigo In Flames (na energia).

Sim! Existem tangências com o Deathcore, mas elas são poucas e estão, principalmente, nas timbragens no baixo e em algumas passagens mais caóticas, porém não temos nenhum traço de breakdowns. Ou seja, nada que tire o cheiro sujo e bolorento das bem vindas formas antigas oriundas da Escandinávia.

Ainda assim, não significa que o Burn Down Eden se prive de passear por outras formas e elementos do Heavy Metal. Destaques como “Of Fortress, Deceit and Dissolution”, “Succubus” e “A Tale of Deviant Hypocricies”, oferecem, respectivamente, doses de Black Metal, Groove Metal, e Thrash Metal.Já “Dammerung” é um arrasa quarteirão daqueles de dar gosto! Existem até referências eruditas, como em virtuosas passagens de “Misled Psychogenesis” e “The Carnage Caused by Megalomaniac Gods” (com seus riffs melancólicos em meio ao caos, e apelo Viking Metal).

Numa fórmula como essa, é natural que as guitarras se destaquem, e aqui elas estão desenhadas sobre os ensinamentos do Carcass em sua maioria, porém, o trabalho do baterista Robat Nowak chama a atenção pelo equilíbrio de técnica e insanidade, assim como o vocalista Pether Hantsche, que é versátil em seus urros. Ambos dão muito da dinâmica da fórmula do Burn Down Eden.

Claro que em diversos momentos a banda soa bem genérica, mas quando acertam a mão, e isso acontece em ao menos metade do álbum, são brilhantes!

Marcelo Lopes Vieira

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