
Candlemass – “House of Doom” (2018)
Napalm Records
#DoomMetal
Para fãs de: Trouble, Pentagram, The Doomsday Kingdom, Black Sabbath
Nota: 8,5
Quem mais poderia lançar um EP com o nome de “House of Doom” sem soar pretensioso? Claro, o Candlemass!
A banda é uma verdadeira lenda viva do Doom Metal, que mesmo distante dos dias gloriosos de álbuns como “Epicus Doomicus Metallicus” (1986), ou “Nightfall” (1987), ainda consegue mostrar que poucos são os nomes do Heavy Metal capazes que criar uma atmosfera sorumbática, épica, e dramática como eles.
Isso fica claro na faixa-título que abre o EP, de requintado tom arrastado (com direito a sino macabro), dobras melódicas épicas e lentas, além de um refrão marcante, e um detalhe de arrepiar ao som de órgão! Uma faixa que poderia estar em qualquer disco da banda sem fazer feio ao seu legado. Aliás, a faixa seguinte, “Flowers of Deception”, também capta a essência do clássico som do Candlemass, e só por estas duas já vale a aquisição do material.
Se comparado ao EP anterior, “Death Thy Lover” (2016), “House of Doom” é mais introspectivo, menos pesado, e um tanto linear, e seu nascimento é no mínimo inusitado, afinal estas composições seriam a trilha sonora de um jogo homônimo, composta por Leif Edling (baixista e líder da banda), em que jogo e músicas formariam um conceito erguido sobre a imagética do Doom Metal.
Pontos positivos para a produção precisa de Marcus Jidell (Avatarium, Soen, The Doomsday Kingdom), e para o vocalista Mats Levén, que está na banda desde 2015, e mostra bastante versatilidade em sua interpretação, sendo dramático na medida certa. Isso fica nítido nas linhas vocais diferenciadas apresentadas na power-ballad “Fortuneteller”, e até pela falta que sua voz faz na instrumental “Dolls On A Wall”, que fecha o material.
Ou seja, são apenas quatro composições, mas que junto as cinco de “Death Thy Lover” (2016), me fazem crer que já passou da hora do Candlemass apresentar um álbum completo com Levén nos vocais!
Marcelo Lopes Vieira





