
Torn The Fuck Apart – “A Genetic Predisposition of Violence” (2018)
Gore House Productions
#TechnicalDeathMetal, #GrooveMetal, #DeathMetal
Para fãs de Brain Drill, Suffocation
Nota: 9,0
Sem partir para o tratado sociológico ou antropológico que o termo possa sugerir, mas todos nós temos uma predisposição genética a violência, bem como elucida o título desta obra, e talvez pensando nisso, o Torn The Fuck Apart tenha concebido seu opus máximo de destruição e miséria em forma de uma pútrida e violenta manifestação sonora.
“A Genetic Predisposition of Violence” não é Death Metal puro e simples, mas sim algo um tanto mais elaborado, intrincado e que, apesar de toda evidente brutalidade, demonstra certo apreço por elementos mais refinados, digamos assim. O andamento nem sempre é frenético e desorientado, mas sim variado, oscilando entre o cadenciado, o melódico e o intenso com similar desenvoltura em todos.
Sendo assim, podemos encontrar belos solos de guitarra introdutórios que não soam nem um pouco deslocados (como em “Object of Obsession”) – composição esta regada a muita técnica e melodia -, que faz ponte para a esbórnia psicótica de “Compulsion to Torture” sem a menor cerimônia, na maior naturalidade.
“A Genetic Predisposition of Violence” é um álbum pesado, bruto e visceral, mas que busca um limiar “saudável” entre cada uma destas características primordiais a fim de suprir as necessidades até do ouvinte mais exigente, digamos assim. O Torn the Fuck Apart sabe bem onde pisa. Confira!
Ricardo L. Costa





