Civic Soma – “Hybris” (2018)

52861311_1284594985014116_1766071787403083776_n
Compartilhe

Civic Soma – “Hybris” (2018)
Boersma Records
#ProgRock#StonerRock

Para fãs de: Pink FloydBlack SabbathGentle Giant

Nota: 9,0

O que distingue uma banda de Rock psicodélica de uma progressiva? Essa é uma questão que intriga aqueles que curtem esse tipo de sonoridade, mas no caso dodo Civic Soma, eles parecem não se incomodar em vagar pelas duas abordagens, unindo as duas abordagens para descrever a música que apresentam em “”Hybris”, seu primeiro álbum.

Oriunda da Alemanha, a banda buscou inspiração no clássico “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley e em Karl Marx para criar seu nome, que casa perfeitamente com a temática distópica desenvolvida no conceito de “Hybris”.

Uma coisa é certa nestas oito faixas: existe energia e fluidez na proposta da banda, que não busca soar hermética e complexa. Por vezes, o Hard Rock à moda setentista dá o tom dos arranjos, como em “Riddled” e “Cosmic Office of Coincidence”, que os aproxima fortemente do Stoner Rock.

A estratégia aqui é trocar os elementos sinfônicos pela psicodelia e certa dose de insanidade em algumas passagens, ao mesmo tempo que os tecnicismos e polirritmos progressivos se desdobram, mas com criatividade, tenacidade e muita ousadia nas experimentações e instrumentações.

“Pawn Taxes Pawns”, por exemplo, pode ser uma peça inspirada pelo Gentle Giant praticada por fãs do Sytem of a Down, enquanto “Ataraxium” brinca com com efeitos, climas e passagens variadas como se o Pink Floyd resolvesse ir a uma festa de música eletrônica. Já “Deserted” faz o The Doors soar sóbrio!

Exagerado? Pode ser. Mas isso vai te dar a dimensão do que encontramos aqui!

O Civic Soma é progressivo, mas não cultiva nenhuma das características clichês do progressivo clássico, ou seja, nada de duelos virtuosos instrumentais, influências eruditas, ou arranjos longos e complexos. Na verdade, buscam sentimento em cada arranjo, principalmente nas linhas de guitarra.

Na soma de suas partes, o todo de “Hybris” soa como um exercício musical intelectual nada ortodoxo, de tons oníricos, tanto nos climas quanto nas mudanças bruscas.

Progressivo? Psicodélico? Stoner? Isso pouco importa quando tempos uma música tão inventiva e imprevisível quanto a de “Hybris”!

Marcelo Lopes Vieira

Compartilhe
Assuntos

Veja também