Metal na Lata

Heavy Water – “Dreams of Yesterday” (2023)

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Heavy Water – “Dreams of Yesterday” (2023)

Shinigami Records
#StonerRock #HardRock #ClassicRock

Para fãs de: Alice in Chains, Black Label Society, Audioslave

Texto por Mauro Nunes

Nota: 8,5

Que Biff Byford é um “Metal God”, todos os seres vivos minimamente afetos ao Heavy Metal já sabem! O que nem todos sabem é que Biff começou, de tempos para cá, a aventurar-se fora da banda que o consagrou, o Saxon. De 2020 para cá, o ícone do Metal já gravou aqui o seu terceiro trabalho, sendo um que leva o seu nome, lançado em 2020, e com o Heavy Water, Biff chega à segunda parte completa com esse bom disco, “Dreams of Yesterday”.

Biff resolveu empreitar ao lado de seu filho, Seb Byford, por um caminho mais clássico, mais Rock ‘n Roll, quase sempre cantando em dueto com Seb. E quando isso realmente acontece, traz um charme ao disco, já que isso não é tão comum de encontrarmos por aí. Comparando com o trabalho de estreia, “Red Brick City” (2021), temos aqui um trabalho mais reto, sem querer atirar muito para outras vertentes musicais. A experiência adquirida foi fundamental para que aqui, pai e filho estivessem alinhados e soubessem de que forma queriam soar com seu segundo disco.

A faixa-título de abertura abre o disco cheia de groove e com riffs realmente pesados, a ponto de pensarmos que o Saxon poderia tê-la gravado. Mas não se empolgue tanto assim, porque Heavy Metal não é exatamente o que você irá encontrar aqui. “Don’t Take It for Granted” é puro suco Stoner. Para quem gosta de bandas como Black Label Society, por exemplo, é um prato cheio. “How Much Can You Take” segue a mesma linha da anterior, com o refrão impossível de esquecer, porém fica quase imperceptível a participação de Biff nela. Que pecado! “Castaway” tem um lado mais psicodélico que antecede “Shadows of Life”, destaque absoluto ao lado da faixa-título. Ela é rápida como um terremoto, sem deixar o ouvinte respirar. “Never Love Again” é mais cadenciada, mas o que mais atrai nela é a maior participação de Biff, que parece desafiar Seb nas linhas vocais. Essa merece de você, caro leitor, uma audição detalhada para vibrar com o frontman do Saxon.

“Another Day” agradará em cheio os fãs de bandas como Sex Pistols, por exemplo; sim, ela tem resquícios Punk. Sonzeira! A peteca cai um pouco nas duas faixas seguintes e retorna no ápice com a viajante “Life to Live” e só peca, novamente, ao não incluir Biff como vocalista. Uma pena! Seb não tem o timbre genial de seu pai, mas é um vocalista de respeito e, como guitarrista, ainda mais de respeito. Biff, como baixista, faz o trivial, e o baterista Tom Witts é um músico completo, capaz de tocar qualquer música ou estilo que precisar.

“Dreams of Yesterday” é um bom disco que provavelmente não irá mudar sua vida e que dá claramente a sensação de que Seb é quem dá as ordens na banda e Biff é um mero coadjuvante. Penso que seria muito interessante a banda repensar essa decisão caso queira alcançar voos maiores em sua carreira. Eu, particularmente, iria adorar Biff como vocalista único, ou ao menos, o vocalista principal. E vocês?

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