
CoreLeoni – “II” (2019)
AFM Records
#HardRock
Para fãs de: Gotthard, Whitesnake, Lords Of Black, Thunder
Nota: 7,0
E o projeto capitaneado por Leo Leoni, guitarrista e fundador do Gotthard, chega a seu segundo trabalho reafirmando toda aquela imagética do primeiro trabalho que fundia as músicas de sua banda e o filme “O Poderoso Chefão”. De fato, as versões de composições do italiano Nino Rota e do russo Dmitri Shostakovich, que abrem e fecham o repertório regular confirmam isso..
O primeiro álbum entregou interpretações impecáveis, mas também nos dava esperanças de que algo novo podia frutificar através da inédita “Walk on Water”. Até por isso, esse segundo disco é um tanto decepcionante. Por dois motivos: 1) o fator surpresa já não existe mais, e sabemos que Ronnie Romero é um vocalista competente o suficiente para executar as linhas do saudoso Steve Lee; e 2) a arma nostálgica de Leo Leoni, apesar de carregada com munição injetada de adrenalina e organicidade, parece ter gastado seus melhores tiros no primeiro disco! Tanto que o momento mais instigante de “II” é fruto da curiosidade de saber o que fariam em “Boom Boom Boom”, clássico de John Lee Hooker, que chega como faixa bônus apenas.
Ok! Temos duas faixas inéditas aqui, poderosas e cheias de energia, intituladas “Queen Of Hearts” e “Don’t Get Me Wrong”, que só me fazem insistir mais que essa formação deveria considerar deixar de ser uma banda cover, sob a sombra do Gotthard, e entregar um disco com composições inéditas.
Não existe nada de errado no disco em si. A execução está impecável e o repertório é bem escolhido. Se você gostou do primeiro disco, certamente vai gostar deste segundo também, pois ele reafirma toda aquela proposta. Mas, pra mim, o brilho da curiosidade já não existe e o verniz moderno destas novas releituras só reforça a excelências das versões originais (mesmo que tenham pinçado a ótima “No Tomorrow”, no esquecido “Human Zoo”, de 2003)!
Talvez, após ter secado uma boa parcela da fonte de seus primeiros três discos, o terceiro capítulo do Coreleoni, se existir, nos traga mais surpresas!
Marcelo Lopes Vieira





