Corrosion Of Conformity – “No Cross No Crown” (2018)

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Corrosion Of Conformity
 – “No Cross No Crown” (2018)

Nuclear Blast
#StonerRock#HeavyMetal

Para fãs de: Black SabbathCactusOrchidMountainDownCrowbar

Nota: 10

“No Cross No Crown” não é simplesmente o novo álbum do Corrosion of Conformity em quatro anos, mas também marca o retorno do vocalista e guitarrista Pepper Keenan, transformando a banda novamente em um quarteto. E após a audição deste novo álbum posso dizer que, sem dúvidas, ele briga pelo topo entre os três melhores da discografia.

Sim existe encarnado nestas composições o tão alardeado espírito dos saudosos álbuns “Deliverance” (1994) e “Wiseblood” (1996), mas não só isso! Os riffs arrastados, obscuros e sorumbáticos se revelam pelo peso carregado e sujo das guitarras graves, ásperas e chapadas (na melhor escola Tony Iommi), que duelam com os vocais irados enquanto a cozinha pulsante constrói uma massa sonora de personalidade valvulada e orgânica.

Existem também melodias bem equalizadas com o peso, numa dinâmica musical que é uma ilha de criatividade dentro do mar de pretensão que toma o Stoner Rock/Metal (“Forgive Me” é uma aula do gênero) atual.

Se “The Luddite” reafirma as influências sabáticas, “Cast the First Stone” relembra as origens punk do COC. Já “Wolf Named Crow” traz um sincopado visceral, enquanto “Little Man” cheira a Blues Rock. E pra quem quiser psicodelia melancólica, estará bem servido com “Nothing Left to Say”, “Old Disaster” e ” Son and Daughter”. Tudo de modo bem natural e nada presunçoso.

Completando o álbum registrado por uma produção orgânica e rústica, perfeita para embalar o Stoner desajustado do COC, ainda sacam inteligentemente curtas faixas instrumentais que intercalam as composições com dissonâncias soturnas e experimentalismos, como alívios climáticos que só engrandecem o trabalho.

É fato que em “No Cross No Crown” soam mais próximos aos tons setentistas em que o Stoner se inspirou, sendo um álbum que usa das modernidades para arejar sua sonoridade clássica, e com isso conseguiram apresentar o primeiro candidato a disco do ano!

Marcelo Lopes Vieira

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